Mensagem do dia

27 agosto 2014

Reforma ortográfica. Você concorda?

Quando eu penso que já prendi  a escrever um pouco, digo pouco, porque saio por aí atropelando o português pedindo s.o.s. e desculpas pelas falhas (vez em quando quem não dá umas derrapadas na língua portuguesa?) pois aqui estou eu querendo ficar  por dentro do que vem por aí  sabemos o quanto a língua portuguesa é complexa, cheia de regras, e  que realmente é necessário anos de estudo  para saber aplicá-las, e agora meassombra um novo acordo ortográfico  gerando polemica entre todos que já estávamos adaptados com as últimas mudanças desde 2009 com essa nova escrita. 
Mais fácil para quem estar em processo de aprendizado.

Certamente vamos ter que substituir as normas gramáticas inseridas no nosso aprendizado de anos pelas novas regras que vão levar algum tempo para ser digeridas por nós na nova maneira de escrever.

Segundo o Ministério de Educação, a medida deve facilitar o processo de intercâmbio cultural e científico entre os países que falam Português (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) e ampliar a divulgação do idioma e da literatura portuguesa.
Dentre os aspectos positivos apontados pela nova reforma ortográfica destacam-se ainda:1)  redução dos custos de produção e adaptação de livros; essa deve ser a principal razão.
 2) facilitação na aprendizagem da língua pelos estrangeiros; e os nativos, não?
3) simplificação de algumas regras ortográficas.

A primeira reforma ortográfica aconteceu no ano de 1911 com a ideia de fugir do  latim (deslatinizar)  e  simplificar a escrita da língua portuguesa, sem interferir na maneira de falar.
E  desde então  nos anos subseqüentes,  (1915, 1919, 1929, 1931,1934, 1938,1943, 1945, 1971, 1986,1990,1996, 2004, 2009 )entre  opiniões diversas dos expert do assunto a língua portuguesa vem sendo manipulada de acordo com a vontade dos senhores residentes lá em Brasília, e agora vem despertando também o interesse do povo brasileiro no sentido de saber se é realmente viável essas mudanças no atual momento, pois todo o conteúdo adquirido ao longe dos anos de estudos terão que ser revistos, substituídos , armazenados dentro do nosso PC cerebral, até quando outras mentes ociosas resolvam mais uma vez “simplificar” a língua portuguesa em beneficio dos cofres públicos com a redução dos custos de produção do material didático,  economizando 2 bilhões por ano voltados para os bolsos, (desculpa) digo cofre deles próprios.

                    Assunto gerador de polêmica.
E pensar que até  mesmo Luiz Fernando Veríssimo incorreu nessa confusão quando disse: O que se pretende unificar é a escrita e não a língua, que varia de região para outra, de um grupo social para outro, de uma situação de comunicação para outra, de uma faixa etária para outra.
A variação é um fenômeno inerente à língua, porque a sociedade em que ela é falada é heterogênea. É impossível uniformizar a língua.
O que se pode e se quer tornar una é a ortografia.
Muitos dos que se puserem contra o acordo, principalmente em Portugal, diziam estar defendendo a língua portuguesa.

Em contra partida assim disse: Fernando Pessoa:
Não tenho sentimento nenhum politico ou social. 
Tenho, porém  num sentido, um alto sentimento patriotico. 
Minha patria é a lingua portugueza.  Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, 
mas odeio com odio com verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta,  como pessoa propria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, 
a orthographia sem ipsilon, como escarro directo que me enoja  independentemente de quem o cuspisse. 
Assim ele escreveu.

Países de Língua Portuguesa, formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste buscam a unificação do idioma.

Mesmo que a ortografia passe a ser una, a pronúncia e o vocabulário não mudarão. Fala-se que o tempo de absorção de todas as mudanças, ultrapassou o prazo determinado que foi até o ano de 2013, quando as tornaria obrigatória agora em 2014.
Ultimamente o que se ouve é que esse prazo de obrigatoriedade foi estendido pelo governo federal até 2016.
Acontece que pela extensão desse prazo, novas “idéias” já estão sendo colocadas em nova negociação com os países interessados na unificação da língua.
Veja abaixo uma lista de palavras que sofreriam mudanças com a nova reforma ortográficas proposta, fornecida pelo site do Senado:
                         Fim da letra "h" antes das palavras
Homem  = Omem
Hotel = Otel
Hoje=  Oje
Humor  =Umor
Harpia  = Arpia
Harpa  = Arpa
Guerra  = Gerra
Guitarra = Gitarra
Chá  = Xá
Flecha =  Flexa
Macho  = Maxo
Analisar  = Analizar
Blusa  =  Bluza
Exemplo  = Ezemplo
Exuberante =  Ezuberante
Êxito =  Êzito
Exigente  = Ezigente
Exame  = Ezame
Executar  = Ezecutar
Existir  = Ezistir
Amassar =  Amasar
Açúcar =  Asúcar
Moço =  Moso
Pescoço  = Pescoso
Auxílio =  Ausílio
Asa  = Aza
Brasília  = B razília
Base = Baze
Paralisar =  Paralizar
Avisar =  Avizar
Música  =  Múzica
Meses  =  Mezes
Deuses =  Deuzes
Pegajoso  = Pegajozo
E mais....
Fim do "ç"
Faça viraria fasa
Fim do "ss"
Passa viraria pasa
Fim do "sc"
Acrescentar viraria acresentar
Fim do "xc" e do "c" com som de "s" (como em cenoura)
Excelência viraria eselênsia
Hífen deixaria de existir
Couve-flor perderia o "tracinho"
Fim do "ch"
Chuva viraria xuva
Fim do "x" com som de "z"
Exame viraria ezame
Fim do "s" com som de "z"
Asa viraria aza
Fim do "u" após o "g" e "q", antes do "e" e do "i"
Quero viraria qero

Espero sinceramente que esse “projeto” não  siga em frente. 
Que tal pensar em  melhorar as estruturas das escolas,  o plano salarial  daqueles que ensinam aos que querem aprender  com as ferramentas que possuem,  
pois  o sistema governamental  é falho e descomprometido  em formar cidadãos decentes.

Só em pensar que existe tantas necessidades  e o tripé que ultimamente tem sido cantado em prosa e verso pelos políticos e tão cobrado pelo povão, a saúde,
segurança e prioridade educação,  deveriam ser tratados com mais respeito aos que ensinam, aos que levaram anos aprendendo, aos que no momento estão em pleno  processo de aprendizagem, fico indignada em ver que mesmo diante dessas necessidades, tem pessoas com pensamentos preocupados e voltados em projetos sem prioridades e com justificativas que não condiz com a nossa realidade. 

Segundo o SRª Ernani Pimentel, quase ninguém sabe a ortografia em nosso País.
Encontrar quem saiba usar hífen, j, g, x, ch, s, z, é algo raro.  Até professores precisam recorrer a dicionários para confirmar como se escreve uma palavra ou outra de tão complexo que é o nosso sistema.

Que seja, mas isso não é justificativa para tal mudança.
É Simplesmente ridículo!! É  a minha opinião. Quem sabe a sua?
Lembrando que último acordo ortográfico foi em 2009 –que alterou 5% do vocabulário brasileiro, e até hoje promove dificuldades em escrever com a ortografia correta.   

Novas  discussões estão previstas para o começo do ano 2015 para ouvir sugestões que realmente simplifique a língua , para daí então partir para a Comissão de Educação do Senado, ir a Plenário, passar pela Câmara, receber sanção presidencial e ainda ser aprovado em outros países.
E o que você pensa sobre mais essa (mais uma)reforma ortográfica?
Assim  eu vejo.
Assim eu escrevo.
 photo assinatura_7_zpsff26786e.gif

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Para você tudo de bom e um carinho sempre novo em agradecimento pela sua presença no fim do arco iris. Abraços.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...