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Mensagem do dia

28 dezembro 2016

Degustando os sapos da política brasileira.

Sergio Augusto Oliveira Siqueira me disse o seguinte:

O que os nossos governos centrais têm feito, desfeito e refeito com defeito, todos nós estamos fartos de engolir. Todos sabem o gosto amargo e os dissabores que nos enfiam goela abaixo.

De Sarney pra cá o cardápio tem sido só de dissabores. 
O Chef de Cuisine et Bain menos pior dentre eles, foi Itamar Franco, o Breve.
Ele nos cozinhou em fogo lento e se dedicou o tempo todo ao feijão com arroz do seu regime de café com pão de queijo.

A CASA: COZINHA E 26 CÔMODOS
O Brasil tem sido uma enorme Casa da Mãe Joana. 
Tem uma cozinha que se chama Brasília e uma área coberta por 26 grandes acomodações que se chamam de estado. Todos viciados nos mais diversos tipos de sabores e variedades de ingestão e indigestão.

O que é servido em Brasília não serve, no mais das vezes, para ser digerido nos outros 26 cômodos da casa que atende pelo codinome de Federação. É que as ceias de Brasília são banquetes de cardeais, acostumados com os manjares dos deuses. Ou, do diabo na Terra do Sol.

TANCREDO FOI O MELHOR CHEF DE CUISINE ET BAIN QUE O BRASIL NÃO TEVE
Tem sido assim de 1985 pra cá, quando Sarney virou Mäitre No lugar de Tancredo que foi o melhor Chef de Cuisine et Bain que o Brasil não teve.

Foi ali que os grandes comensais começaram a se banquetear com bocados de democracia tirados do bolo fecal das mais pesadas e indigestas tortas ditas duras. Foi ali que eles fizeram a conversa sair das salas e ir para a cozinha.

De 85 para cá assumiram o papel de Grand Gourmet: 
Zé Sarney, o Emaranhado; 
Fernandinho Beira-Collor; 
Itamar Franco o Breve; 
FHC o Príncipe dos Sociólogos; 
Lula A Metamorfose Ambulante; 
Dilma Vana a Mulher Sapiens e, agora, 
Michel Temer o Mordomo do Vampiro.

Ufa! Que safra de péssimos cozinheiros! Um pior do que o outro. O que um fez mal o outro fez pior. Mas, de Lula pra cá. Só deu pirão na chapa. Que mistureba.
E então, tem sido assim. Mas não só assim.

DA COZINHA PARA OS 26 CÔMODOS E 5.671 PONTOS DE GASTRONOMIA FULEIRA
É que o brasileiro não leva em conta que vem sendo fritado não só na cozinha, como nos outros 26 salões de degustação contínua e escassa, de gosto temperado mais à moda, digamos, da casa da Mãe Joana.

Tome seu estado natal um dos 26 mais o Distrito Federal como um centro de degustação rápida e rasteira. Engula o seu governador, enquanto os outros vorazes cidadãos dos outros estados vão digerindo os governadores deles lá.

Junte-se a eles e enfileirem todos os Chefs de Cuisine et Baine que cada estado teve de 1985 até hoje. 
Multiplicados por 26, esse bolo vai dar um prato cheio. 
Vai ser fácil reuni-los num pátio, num quintal desses currais eleitorais: eles atendem pelo apelido de “governador” ao estalar dos dedos de cada eleitor já farto de esperar por refeições decentes e digeríveis.

A fila deve obedecer, ou não, à escala do desgosto que eles causaram, mandato por mandato, prato por prato, pelos quais vocês pagaram o pato para comer gato por lebre. Reserve-os. Deixe-os marinando até chegar a hora de fritar.

PORÇÕES DESMEDIDAS
Enquanto os governadores “marinam” epa! saiba que as porções desmedidas, em estado por estado da Federação, vêm em forma de pontos de comilança sob a alcunha de Prefeituras.

Os seus Chefs de Cuisine prestam o melhor serviço que está o seu alcance ao serem chamados de prefeitos. 
O que lhes parece essencial é supérfluo e intragável. 
Veja só o que eles têm feito vocês engolirem até aqui... 
Credo, quanto destempero!

Ninguém sabe explicar como mais de 200 milhões de brasileiros não padecem de desarranjo, nessa desarvorada revolução intestina. Afinal, são 5.671 servidores de maus serviços que lhes impingem goela abaixo o que há de malfeito e indigesto.

E então, pronto. Pegue agora aquela massa indigesta dos Grands Gourmets que restam de Sarney pra cá e junte com o grupelho, com a panela dos governadores que ficou marinando até aqui.

Misture tudo com esses últimos 5.671 entendidos da nossa cozinha e do que gostaríamos de comer nas nossas cidades e, nem tente limpar antes de levar ao forno. 
Deixe queimar por um bom tempo.
Quando o bolo estiver torriscado jogue-o fora. Não se meta a provar. Não dá pra digerir. Você pode se envenenar.

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Para você tudo de bom e um carinho sempre novo em agradecimento pela sua presença no fim do arco iris. Abraços.

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