
Por conta da
chuva resolvi garimpar nas minas do meu armário e resgatei um tesouro de
cédulas e moedas antigas, algumas...
lógico,
mas o bastante, que guardo para que as minhas netas
futuramente as conheçam.
Nas
minhas mãos uma fortuna.
Na minha
mente... qual a sua origem?
E lá veio
mais uma curiosidade.
E claro que
eu fui futucar as coisas lá no banco central.
Vamos lá...
E no inicio
não tinha luz....e não tinha moeda.
Hoje como a
chamamos é o resultado de uma longa evolução.
Praticava-se
simples troca de mercadoria por mercadoria sem equivalência de valor .
Assim, quem
tivesse algo mais do que o necessário para si e seu grupo, trocava este excesso
com o de outra pessoa que tivesse alguma coisa
diferente e necessária a outrem
mais do que fosse precisar.
Esta
elementar forma ,o escambo, no comércio foi dominante no início da
civilização .
Algumas
mercadorias pela sua utilidade passaram a ser mais procuradas do que outras. Aceitas por todos assumiram a função de moeda circulando como elemento
trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as
moedas–mercadorias.
O gado
bovino foi um dos muitos utilizados como moeda de troca.
como também
o sal de difícil obtenção principalmente no interior dos
continentes onde era muito utilizado na conservação de alimentos.
Ambas
deixaram marca de sua função como instrumento de troca em
nosso vocabulário, pois até hoje empregamos palavras como
pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado)
derivadas da palavra latina pecus (gado).
No Brasil entre outras circularam o Ca uri – trazido pelo escravo africano –o
pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano trocado no Maranhão no
século XVII devido à quase inexistência de numerário
sendo comercializados sob a forma de novelos, meadas e tecidos.
Com o passar
do tempo as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais,
devido à oscilação de seu valor pelo fato de não serem fracionáveis e por
serem facilmente perecíveis não permitindo
o acúmulo de riquezas.
Quando o
homem descobriu o metal logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios
e armas anteriormente feitos de pedra.
Por
apresentar vantagens o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era
trocado sob as formas mais diversas.
O metal
comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação
de seu grau de
pureza a cada troca.
Os
utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas.
Como sua
produção exigia além do domínio das técnicas de fundição o
conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado e essa
tarefa naturalmente não estava ao alcance de todos.
A
valorização cada vez maior desses instrumentos levou à sua utilização como
moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos em pequenas
dimensões que circulavam como dinheiro.
Na Idade
Média surgiu o costume de se guardar os valores com um ourives, pessoa que
negociava objetos de ouro e prata.
Este como garantia entregava um recibo.
Com o tempo esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel.
No Brasil,
os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados
pelo Banco do Brasil, em 1810.
Tinham seu valor preenchido à mão tal como hoje fazemos com os cheques.
Com o tempo,
da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a
emissão de cédulas controlando as falsificações
e garantindo
o poder de pagamento.
As cédulas geralmente se apresentam no formato retangular e no sentido horizontal,
observando-se no entanto grande variedade de tamanhos. Existem ainda cédulas quadradas e até as que têm suas inscrições no sentido vertical.
As cédulas
retratam a cultura do país emissor e nelas podem-se observar motivos
característicos muito interessantes
como paisagens, tipos humanos, fauna e
flora, monumentos de
arquitetura antiga e contemporânea, líderes políticos, cenas históricas etc.
As cédulas
apresentam ainda inscrições geralmente na língua oficial
do país, embora em
muitas delas se encontre também as mesmas inscrições em outros idiomas.
Essas
inscrições quase sempre em inglês visam dar à peça leitura para maior número
de pessoas.
Pois é ...
falar de dinheiro é falar de moeda bancária ( cheques )
e cartão de crédito que
atualmente vem substituindo o papel moeda,
mas isso é outra historia.
Querendo
saber mais visite a minha página na
lateral do blog cédulas
Brasileiras.
Aguardem os
próximos capítulos sobre moedas brasileiras.