Mensagem do dia

24 setembro 2016

Bons conselhos.

Pra viver melhor...
Pra viver melhor...
Não se preocupe,  se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.
Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.
Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.
Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.
Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.
Não se incomode, acomode
Acomode seu corpo, acomode seu espirito, acomode sua vida.
Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.
Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.
Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.
Não crie discórdia, crie concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal.
Não maltrate, trate bem.
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.
Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.
Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes.
Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.
Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.
Somente assim viveremos dias melhores.

Então não perca tempo, aproveite seu tempo!

19 setembro 2016

Nos braços do velho chico.

Ah! O velho Chico levou o santo.
O santo palhaço,
O santo ator,
O santo família,
O santo amigo.

O velho queria por companhia uma alma boa e levou o santo, que não era santo, mas virou santo por que o santo Francisco o tragou interrompendo uma trajetória de sucesso e alegrias.
Nas profundezas de suas águas belas se escondem muitos mistérios e perigos e nela agora repousa a memória de um homem que só na intimidade  televisiva nos fazia rir e chorar todas as noites quando invadia nossas casas sem pedir licença. Não precisava.

Ah! O secular Chico levou uma bela espécie da raça humana, cheio de adjetivos bons tanto quanto o próprio rio.
E Lá nas suas margens a sua estrela, a estrela do santo, apagou na sua derradeira viagem no rio  Francisco que o abraçou e o levou na sua correnteza para uma morte tão estúpida e absurda, mas que está presente nas nossas vidas.

Ah! O velho Chico...com tantas belezas escondidas nas suas águas cristalinas e em constantes movimento.
 Ele não para......vive sendo reverenciado pela própria natureza com  seus redemoinhos em um espetáculo bonito de se ver.
E foi em um desses que o velho Chico carregou o santo.
Minha homenagem ao ator Domingos Montagner.

18 setembro 2016

O tempo passou e nada mudou.

                      
                               Sinto vergonha de mim!
Por ter sido educador de parte desse povo,
Por ter batalhado sempre pela justiça,
Por compactuar com a honestidade,
Por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,  
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,  
a negligência com a família, célula-mater da sociedade,  
a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim,
pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha
impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!  Cleide Canton.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.


As  palavras destacadas em cor vermelha são de  Ruy Barbosa, em um discurso feito no senado federal em 1914,  completa os versos de Cleide, e nos  leva a refletir , mesmo de  ter  passado muitos anos, continuam nos mostrando de que nada mudou.
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