Mensagem do dia

30 setembro 2016

Geração acomodada

Demorei sete anos (desde que saí da casa dos meus pais) para ler o saquinho do arroz que diz quanto tempo ele deve ficar na panela. Comi muito arroz duro fingindo estar “al dente”, muito arroz empapado dizendo que “foi de propósito”. Na minha panela esteve por todos esses anos a prova de que somos uma geração que compartilha sem ler, defende sem conhecer, idolatra sem porquê. Sou da geração que sabe o que fazer, mas erra por preguiça de ler o manual de instruções ou simplesmente não faz.

Sabemos como tornar o mundo mais justo, o planeta mais sustentável, as mulheres mais representativas, o corpo mais saudável. Fazemos cada vez menos política na vida (e mais no Facebook), lotamos a internet de selfies em academias e esquecemos de comentar que na última festa todos os nossos amigos tomaram bala para curtir mais a noite. Ao contrário do que defendemos compartilhando o post da cerveja artesanal do momento, bebemos mais e bebemos pior.

Entendemos que as bicicletas podem salvar o mundo da poluição e a nossa rotina do estresse. Mas vamos de carro ao trabalho porque sua, porque chove, porque sim. Vimos todos os vídeos que mostram que os fast-foods acabam com a nossa saúde – dizem até que tem minhoca na receita de uns. E mesmo assim lotamos as filas do drive-thrru porque temos preguiça de ir até a esquina comprar pão. Somos a geração que tem preguiça até de tirar a margarina da geladeira.

Preferimos escrever no computador, mesmo com a letra que lembra a velha Olivetti, porque aqui é fácil de apagar. Somos uma geração que erra sem medo porque conta com a tecla apagar, com o botão excluir. Postar é tão fácil (e apagar também) que opinamos sobre tudo sem o peso de gastar papel, borracha, tinta ou credibilidade.

Somos aqueles que acham que empreender é simples, que todo mundo pode viver do que ama fazer. Acreditamos que o sucesso é fruto das ideias, não do suor. Somos craques em planejamento Canvas e medíocres em perder uma noite de sono trabalhando para realizar.

Acreditamos piamente na co-criação, no crowdfunding e no CouchSurfing. Sabemos que existe gente bem intencionada querendo nos ajudar a crescer no mundo todo, mas ignoramos os conselhos dos nossos pais, fechamos a janela do carro na cara do mendigo e nunca oferecemos o nosso sofá que compramos pela internet para os filhos dos nossos amigos pularem.
Dedicamos-nos a escrever declarações de amor públicas para amigos no seu aniversário que nem lembraríamos não fosse o aviso da rede social. Não nos ligamos mais, não nos vemos mais, não nos abraçamos mais. Não conhecemos mais a casa um do outro, o colo um do outro, temos vergonha de chorar.
Somos a geração que se mostra feliz no Instagram e soma pageviews em sites sobre as frustrações e expectativas de não saber lidar com o tempo, de não ter certeza sobre nada. 

Somos aqueles que escondem os aplicativos de meditação numa pasta do celular porque o chefe quer mesmo é saber de produtividade.
Sou de uma geração cheia de ideais e de ideias que vai deixar para o mundo o plano perfeito de como ele deve funcionar. Mas não vai ter feito muita coisa porque estava com fome e não sabia como fazer arroz.  

Marina Melz
Em 30 de setembro de 2016

27 setembro 2016

Entendendo o meu, o seu voto.

Na democracia, pela democracia o sistema eleitoral brasileiro garante ao cidadão a soberania e a livre expressão na escolha dos seus representantes no mundo político, em seus plenos poderes.
Através do seu voto fica garantido um direito de escolha, manifestação fundamental para que seja expressa a sua vontade de acordo com seus ideais e convicções.
Pela constituição atual existem normas e procedimentos nos dois sistemas que funcionam sob o direito penal eleitoral: o majoritário e o proporcional.

No sistema eleitoral majoritário vence o candidato que obtiver a maioria dos votos, aplicados na escolha dos chefes do Poder Executivo e os senadores.
Mas não tão simples assim, pois esse sistema subdivide-se em simples e em dois turnos.
O sistema eleitoral majoritário simples, independentemente de ter alcançado a maioria dos votos, o candidato já estará eleito. Enquanto que o sistema majoritário em dois turnos, o candidato só será eleito se obtiver a maioria absoluta dos votos válidos.

Você já ouviu falar em ao quociente eleitoral. 
Eu não sabia. 
Fui lá viajar na net e buscar conhecimento.

Ele estabelece o seguinte; é um cálculo matemático baseado na obtenção do número total de votos válidos, dividido pelo número de vagas em disputa.
Número de votos recebidos  & quantidade de cadeiras.
Fica claro que com essa divisão a possibilidade de um candidato não escolhido pelo eleitorado seja beneficiado pelo sistema de calculo. “Melhor dizer: vota-se em um candidato e acaba-se contribuindo para eleger alguém que não se conhece”.
Fazer o que, não è? Quanta esperteza....

           E o sistema proporcional?
Ah! Esse tem duas formas de ser na escolha dos candidatos:
o escrutínio de lista (aberta e fechada) e o voto de legenda.
Ufá... ainda não acabou. Vamos lá.
O escrutínio de lista (aberta), exame que se faz minuciosamente, será eleito os que forem mais votados.
O escrutínio de lista (fechada) é eleito os candidatos que estiverem colocados  nas primeiras posições da referida lista.

Ainda tem o voto de legenda que é dado ao partido e não ao candidato. Portanto o eleitor fica sem saber quais candidatos podem ser eleitos com seu voto.
Interessante não.
Pois é...assim que funciona a coisa.
Pensa que acabou.
Ainda não.
                           Então fica assim:
1 - para presidente, governador, prefeito e senador seguem o sistema majoritário.
2 - para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores, o sistema utilizado é o proporcional com lista aberta.
                            E o voto distrital.
                                Que sabe dele?
Digo lá que o candidato é escolhido pelo partido e é eleito o mais votado. Esse é o sistema distrital puro, pois ainda sofre influencia dos sistemas majoritário e o proporcional. Aqueles que falamos acima.

Diante disso podemos dizer que o Brasil tem dois sistemas eleitorais e para saber mais... disponível no site= www.institutoideias.org.br:

1 -  Sistema majoritário simples: Eleições para Senadores(art. 46, CF/88), Prefeitos de Municípios com até duzentos mil eleitores (art. 29, II, CF/88);

2 - Sistema Majoritário em dois turnos: Presidente da República (art. 77, CF/88), Governador do Estado ou do Distrito Federal (art. 28, CF/88), Prefeitos de Municípios com mais de duzentos mil eleitores (art. 29, CF/88).

3 – E o sistema proporcional de lista aberta: Eleições para Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador (CF, art. 45, 27, §1º e 29);
O sistema eletrônico de votação foi implantado pela primeira vez em 1996, quando das eleições municipais, e foi garantido que esse modelo seguramente estaria inviolável á fraude e a corrupção, mostrando a verdadeira vontade do eleitorado colocando na tribuna a sua voz através de seus representantes legitimamente eleitos de acordo com suas consciências, agimos assim por obrigatoriedade. É o que rege a constituição.  E tudo isso em nome da democracia.

E aí vai votar em quem?
Vai votar no seu candidato e quem vai ser eleito será o outro, e ainda vai ajudar outro partido adversário ao seu. Eta...grande votação.

Tirando duvidas sobre o voto branco ou voto nulo, o TRE.(tribunal regional eleitoral) afirma que  os votos em branco e os nulos simplesmente não são contados, representa apenas uma manifestação do povo no sentido de não querer participar ou de mostrar-se insatisfeito pela  obrigatoriedade ou como protesto.
 Pois é....é tudo isso e muito mais. 
E vamos que vamos, rumo às urnas no próximo domingo. Boa sorte. 


25 setembro 2016

Eu e minha visão politica.

As eleições municipais se aproximam e em um espaço de dias, mas precisamente em 2018, a eleição para o comando geral da nação.
Externar uma opinião sobre os últimos acontecimentos políticos torna-se difícil, pois o país (Brasil) dos homens de bem dorme, enquanto que o mundo dos maus (congresso nacional) manipula... Criando leis em beneficio próprio.
É onde tudo se cria e se transforma a cada madrugada.
E quando no amanhecer uma punhalada nova, fazendo com que  o povo se sinta frustrado, desesperançado em ver uma mudança real no sistema político brasileiro.

Seria muito bom que o povo brasileiro soubesse o que realmente quer.
Não muito distante ouvia-se “fora Dilma”....logo depois...
“ fora Temer, agora “ eleições já”. 
Pergunta que não quer calar: eleições agora não seria trocar seis por meia dúzia?
Afinal os candidatos à presidência da república também estão comprometidos e sendo investigados pela operação lava a jato, a qual quanto mais avança mais podridão encontra debaixo do tapete onde são escondidas as ações corruptas ao longo dos anos.

Bom... Vamos nos concentrar nas eleições de agora. 
Só a prefeitura de Salvador tem 7 candidatos a uma vaga, e baseados em dados eleitorais temos uma População de 2 921 087 e eleitores: 1 948 154 podendo ter 2º turno.
Para vereador tem 1004 candidatos para 43 vagas em uma população de2 921 087 e eleitores 1 948 154.

Pois é ....veja quanta gente fazendo da sua estadia (temporária) no governo uma profissão.
Interessante.... Qual a sua profissão?  Vereador.
Seria funcionário público? Afinal foi escolhido para  produzir benfeitorias para a sociedade onde foi inserido.

Estamos vivendo um período histórico, como é costume falar, mas além de histórico é dramático por conta das manobras que são feitas nas caladas  dentro do congresso nacional, enquanto o povo lamentavelmente sofre as consequências.
Observa-se que a maioria da população vem tomando consciência do seu poder de decisão nas urnas e nas manifestações que acontecem sempre quando se veem acuados e gritam palavras de ordem.
Fico pensando que se não houver uma limpeza real nas dependências mentais (consciências) dos que aí estão e o verdadeiro comprometimento dos que estão chegando, é obvio que  continuaremos marionetes nas mão dos que quer que seja.

Os historiadores escreverão o que de fato aconteceu e o que está para acontecer? Ainda há muitos podres a ser desvendados e muitos desfechos por vir.

Oh! Dúvida cruel.......E vergonhoso e constrangedor para um povo trabalhador, cumpridor dos seus deveres, que consegue viver com um salário mínimo indecente perante aos milhares e milhões retirados dos cofres públicos (lavados, roubados) ter que ler nos futuros livros a triste, imoral história do seu país.
A próxima geração saberá como encarar os fatos ocorridos diante de tanta falta de ética?
A moral da classe política está abaixo de zero.

Os escândalos políticos têm remanejando militantes jovens de um determinado partido, herdeiros dos anos 2013, para outros onde a juventude se faz mais presente nas ruas nos dias atuais, para dizer basta a corrupção. Não aguentamos mais.  
Pois bem....em breve teremos a oportunidade de mostrar que podemos mudar uma situação, assumindo o papel de eleitor consciente, honesto com as nossas próprias convicções e ideias.
Sei que é difícil pensar em quem melhor nos representaria diante de tantas promessas “incumprivéis”, mas a democradura diz que somos obrigados a votar, mesmo sabendo que continuaremos na mesma merda.

Democracia seria se essa obrigatoriedade fosse revogada dando o direito ao eleitorado decidir  de acordo com a sua consciência. Votar ou abster-se do voto. Isso sim.
E aí quem votaria neles?

Ultimamente estou me distanciando de muitos noticiários políticos, pois a cada um deles fico mais triste e enojada com a conduta do ser canalhocrata político em versão de gente.
Então minha gente amiga, vamos pensar honestamente em votar, já que somos obrigados, em quem realmente merece está lá, o que menos sofre influencia da corrupção.
O homem e corruptível. O sistema político é corruptor.
E vamos que vamos. A luta continua companheiro.
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