Mensagem do dia

11 julho 2017

A lei do caminhão de lixo

Achei bastante interessante...tanto que estou partilhando com você. O que achou do texto? Comente....

Um dia peguei um táxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando um carro preto saiu de repente do
estacionamento direto na nossa frente.

O taxista pisou no freio bruscamente, deslizou e escapou de bater em outro carro, foi mesmo por um triz!

O motorista desse outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente.

Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro, a nós e quase nos manda para o hospital?!?!’

Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo de “A Lei do Caminhão de Lixo.”

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo.

Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, de raiva, traumas e desapontamento.

À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar e às vezes descarregam sobre a gente.

Nunca tome isso como pessoal.

Isto não é problema seu! É dele!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e vá em frente.

Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas.

Fique tranquilo… respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia.

A vida é muito curta, não leve lixo com você!

Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento do que você faz dela e noventa por cento da maneira como você a recebe!”


Arnaldo Jabor

24 junho 2017

A minha festa junina

Dizem que recordar é viver, e quando são coisas boas de ser lembradas, oh! Vale a pena “ver” de novo.

Dentre todas as festas que coloca o Brasil como o maior país festeiro do mundo, uma me traz muitas e boas recordações que são as festas juninas no meu tempo de criança, até perder o meu esposo no dia 24 de junho.
Olhando o calendário brasileiro podemos observar que realmente existe em todo o seu território eventos que retratam costumes e tradições de acordo com a região do seu povo.  

Ah! E como tem festas... para todos os gostos e vontades.
Cheguei ao meio de uma muvuça em junho, dia primeiro, abrindo o mês de festas chamadas juninas, sem saber que logo de cara teria que encarar “zoadas e sons” estranhos ao que estava acostumada a ouvir... BUNS... E assobios dos fogos de artificio com seus coloridos dançantes no céu. Papai do céu disse: desce lá e arrasa. Você é única. E assim cheguei com festa.

Morávamos em uma rua que fica entre uma praça e a avenida beira mar no bairro da Ribeira, onde nasci me criei, ainda moro e daqui só quando papai do céu disser: volta que já é o bastante.

Cresci no meio da folia sem saber ao certo o porquê da homenagem e a escolha de três santos católicos (Santo Antônio, São João e São Pedro) para marcar os festejos do mês, já que os nativos que habitavam as terras brasileiras (os índios) também costumavam comemorar a boa colheita do milho, justamente no mês de junho, com iguarias a sua base e dentro das variedades estão :a pamonha, o cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho, arroz doce, bolo de pinhão, broa de fubá, maçã do amor, pé-de-moleque, vinho quente, quentão e muito mais.

Lembrando também do sertanejo, figura principal dessas comemorações, que tradicionalmente contribui consideravelmente com a sua representatividade em relação à imagem e sua própria maneira de ser e que fazia festa na sua plantação.

Pois bem... em relação aos santos populares a ideia nasceu lá em  Portugal, e correspondem aos feriados de Antônio, em Lisboa; de Pedro, no Seixal; e de João, no Porto, em Braga e em Almada.

Durante o período colonial as festas foram trazidas  de Portugal, para o Brasil, que sofrendo já sua influência  também dos chineses, espanhóis, franceses terminou por fazer parte das tradições de outros países como a França de onde veio a dança marcada que influenciou as quadrilhas, as boas quadrilhas, a tradição de soltar fogos de artifício da China; e a dança de fitas teria vindo de Portugal e da Espanha.

E aqui chegou, no nordeste ganhando características próprias de uma região, em uma interatividade com os costumes locais, onde as tradicionais festas acontecem em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB),e já entre os dois estados existe  uma rivalidades por conta de não poder ser melhor.  Premio Hors Concours.

Por aqui...por lá, tem muitas curiosidades sobre as festas de junho: As roupas quadriculadas, remendadas e os chapéus de palha têm a ver com a realidade rural do Brasil, juntamente com a fogueira, a quadrilha, as promessas e simpatias para os santos, comes e bebes, bandeirinhas coloridas e muitas músicas caipiras (Web), mas o que me fez falar sobre é a saudade que sinto do meu tempo vivido na rua Padre gomes de Souza.

Uma época em que a pequena rua se transformava em um arraiá tipicamente nordestino rural, com suas bandeiras coloridas, milho e bacalhau apimentado assado na brasa, amendoim cozido e mesas fartas tendo de tudo um pouco.  Bolo de milho, pamonha, canjica, bolo de carimã, hum....só de lembrar...água na boca.

A vizinhança participativa cheia de alegria pulava a fogueira se tornando cumpadre e cumadre,  nem me lembro mais quantos eu fiz, com juras de que é para a vida toda.  Os vestidos de “caipira”, as caras pintadas, cabelos trancados jogados aos ombros e chapéus de palha, lá se ia pela noite adentro ao balancê das musicas de:
                    Olha pró céu meu amor...
                    Veja como ele está lindo...
                       Olha pra aquele balão multicor
                       Como no céu vai subindo....

A criançada cheia das típicas indumentárias, munida de madeira brasada, soltava fogos, traques, bombas, sob  olhares cuidadosos dos maiores.

Sou do tempo que podíamos ainda soltar balão, primeiro por não ter o conhecimento bastante sobre tão grande perigoso é, segundo pela própria tradição que tínhamos a muito e lá por volta das 11 horas o maior balão que meu irmão Ely podia fazer, subia sob os aplausos de nós moradores e os olhares curiosos dos visitantes, afinal a nossa rua já tinha história marcante de como era a nossa comemoração atraindo pessoas de outros lugares circunvizinhos para também participar conosco.

E assim todos pediam ao próprio céu que o recebesse intacto, bastante iluminado depois de meses de trabalho, no cuidado do corte preciso do papel, na combinação das cores, na colagem das folhas que com o passar do tempo ia ganhando forma e volume ocupando espaços.

Ah! Sempre aparecia alguém para ajudar. Ainda ontem estive com um, procurando saber de noticias e recordar um pouco. Sente saudades.  
  
A nossa casa sofria transformação para abrigar e acomodar o balão imenso. Valeu a pena. Depois de acessa a tocha e a claridade valorizar as imagens trabalhadas,  lagrimas e abraços de contentamento se faziam presentes.
Momento único e gratificante.  Sem explicação.

Lembro-me de alguns moradores, amigos do meu pai, Marialvo, Rubens, Rafael, Jobar, (fazia balões como ninguém) esses animavam a festa ao som da música e ao gosto do quentão. 

Minhas companheiras de jornada. Marcia Mendonça,  Maria ilza Mendonça, Ana Lucia e Ana Rita Nunes, Ângela leal...
de Brincadeiras e estudos. Amarelinha, bola de gude, passa anel, baleô, pula corda, pedrinhas, adivinhação, cozinhado, bonecas...

Etá saudades que doí no peito e na alma.

Mas como tudo na vida anda e toma rumos diversos só resta mesmo recordar e chorar. 

28 maio 2017

Nordestinos na rede

O povo nordestino está sendo mais uma vez massacrado, bombardeados

nas redes sociais, até também pelos seus próprios conterrâneos. 
Pode isso? Pode a partir do momento que esses bombardeadores sejam iguais ou pior na sua maneira de ser, do que a falta de conhecimento e informação da nossa querida terra e ou região.

Já tivemos a oportunidades de falar sobre o preconceito que o meu povo, nosso povo, também faço parte dele, vem sofrendo até por existir.
Estamos sendo tachado, acusado de maneira ofensiva e discriminado, por conta da atual situação econômica em que o país atravessa indo de mal a pior.

Se o congresso nacional está em total desajuste onde línguas estranhas são faladas...
Se os políticos estão em plena atividade roubostica...
Se o sistema tributário está ineficiente e injusto gerando uma desigualdade social... Culpam o povo nordestino.
Pois é...somos os culpados.

Dentre tantos insultos que circula pela internet já algum tempo, falas como: (1) “Nordestino não é gente. Faca um favor a SP. Mate um nordestino afogado”,

Ou (2) “já pago bolsa família para os nordestino”

Ou (3)"Eu acho que os nordestinos sabem muito bem se unir, sim, para roubar. Eles sabem ganhar propina. Eu acho que eles sabem se unir para aumentar a corrupção. Isso eu acho que eles são donos. Isso eu concordo plenamente. Talvez até eles não saibam nem falar muito bem, mas sabem roubar que é uma maravilha", fala da vereadora Médica pediatra, Eleonora Broillo.
Diante do fato a repercussão foi de imediato nas redes sociais por conta de há muito, esses comentários preconceituosos machucarem e interferir na estima de cada nordestino como se gente não fosse.

Mesmo depois dos esclarecimentos e desculpas pela fala infeliz a referida criatura ainda se achou no direito de ameaçar "Todas e quaisquer pessoas que, de uma maneira ou de outra, sejam agressivas com ela nas redes sociais, vão ser interpeladas judicialmente depois. Não se faz isso com uma pessoa", reclamou
A srª vereadora e drª Eleonora Broilo. Kkkkkk.

Tão cheia de títulos e tão vazia da noção da sua própria condição física que favorece também á observações preconceituosas por parte dos ofendidos em resposta para também constranger e machucar.
Você conhece o mapa do brasil?

E esse?
Assim ficaria o mapa do nosso país na visão da vereadora Eleika Bezerra.
A imagem mostra os estados das regiões Norte e Nordeste, além Rio de Janeiro e Espírito Santo compondo o que denominou de “Nova Cuba”. O Brasil ficaria sendo os demais estados, com exceção de Minas Gerais, que seria “implodido para a construção de um lago”.

E porque isso? É publico e notório o preconceito entre regiões, o país está dividido em classes sociais corrompidas e cheias de preconceitos e maniqueísmos, como uma fusão dualista do bem (Deus...luz) e do mal (Diabo...trevas) estimulando assim a separação das pessoas como se fosse houvesse distinção de raça.

A espécie humana não possui subespécies ou subcategorias.

Somos povo, grupo de pessoas oriundos da mesma origem afinidades linguísticas e culturais.
Em pesquisa achei esse texto:
“O Brasil é considerado um país com uma enorme miscigenação étnica, como os indígenas, portugueses, holandeses, italianos, negros, japoneses, árabes, e etc. Mas não se pode dizer que há diferença racial entre os brasileiros, já que a raça humana é uma só. Cada região brasileira, devido ao seu contexto histórico particular, possui uma predominância de determinada etnia. Os processos migratórios no Brasil foram fundamentais para a variedade de etnias brasileiras. Além dos grupos culturais de imigrantes, a miscigenação permitiu a criação de grupos étnicos próprios do Brasil, como os caboclos e mulatos”.

A minha região tem como referencial, intelectuais, atores, cantores, empreendedores, humoristas, atores e atrizes, escritores, sem deixar a desejar a lugar algum desse planeta gente boa e de grande relevância.

Veja essa imagem:
É lamentável que existam pessoas assim, ignorantes, a ponto de desejar que o mal aconteça a outrens como se não houvesse o revés da mesma moeda.

Sulistas e sudesitas de plantão...
Nordestinos nas redes e na rede sim...

Para mostrar o que é viver na Bahia de todos os santos...

- Bebendo água de coco no farol da barra,
- Sorvete na ribeira olhando o mais belo por do sol que só na Bahia tem,
- Comer uma acarajé (hum) na praia da boa viagem em companhia de quem se ama,
- Tomar um banho de mar na melhor praia do mundo, a praia do porto da barra, com suas águas tépidas e cristalinas.
- Por certo não conhece (ignorante) o som do trio elétrico  que tem como berço a minha terra natal, acompanhei de  perto sua estreia pois morava ou melhor ainda moro onde  tudo começou.  Dodó e Osmar. 
- Nunca ouviu falar de Jorge amado... Dorival Caymmy...
  Caetano e Gil...Maria Betania, Ivete Sangalo....e tantos      outras celebridades que cansaria a beleza de vocês só de  ouvir dizer. 
- Venha conhecer:
- A ilha de Itaparica,
- A praia do forte,
- O mengue seco,
- Morro de são Paulo,
- Ilhas dos frades, 
 Lugares encantadores e convidativos á pessoas que não tenha preconceito e o racismo não se faça presente quando olhar e ver o moreno de sorriso farto, corpo bronzeado (natural) do sol, que timidamente permite e conspira para a estreia do baiano que fala oxente e deseja axé, com seus braços torneados... Abertos...e convidativos ao prazer.

Assim é o povo baiano,o meu povo, sou baiana..viu? Pode ser negro na sua cor de pele, mas sua alma é generosa e iluminada, e sabe receber os que os trata mal com trabalho e abraços hospitaleiros. AXÉ, muito AXÉ para vocês.
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