Mensagem do dia

30 julho 2017

Sem futuro não há esperança.


                 O Brasil não tem futuro, vá embora enquanto é tempo.

 Se você leu o título desse artigo e discordou, talvez seja funcionário público com alto salário, passou em concurso nepotista, acomodado derrotista, político ou militante beneficiado, ganhou na loteria ou é só um iludido patriota. Se for, ainda assim é bem provável que, quando chegar ao final do artigo, concorde que o Brasil não tem futuro. O conselho: “vá embora” não serve para todos. O que você vai ler não é pessimismo, é realismo. Nem todos têm a habilidade de aceitar.
Baseado em documentos desde a colonização, Paulo Prado (1928) descreve os últimos cinco séculos no Brasil. Leia com muita atenção aos detalhes.

“Três séculos tinham trazido o país a essa situação lamentável… O mal, porém, roía mais fundo. Os escravos eram terríveis elementos de corrupção no seio das famílias. Viviam na prática de todos os vícios….
Desdobrou-se esta terra com grande desaforo: as usuras, onzenas, e ganhos ilícitos eram cousa ordinária; os amancebamentos públicos sem emenda alguma, porque o dinheiro fazia suspender o castigo; os estupros e adultérios: era moeda corrente….Pequeno núcleo, enfim, de devassidão, indisciplina e viver desregrado, desenvolvendo em plena anarquia moral e social os germens de desmoralização e depravação de costumes trazidos da metrópole já decadente… Era essa a sociedade informe e tumultuada que povoava o vasto território cem anos depois de descoberto”.

O que mudou nesses 500 anos? Muita coisa. Para pior. Somos líderes em quase tudo que é lamentável: violência, impostos, desemprego, taxa de juros, dívida interna, corrupção, políticos bandidos, mazelas sociais, hipocrisia, analfabetismo, pobreza farta, demagogia, infraestrutura caótica, foros privilegiados, estelionato, egoísmo, proselitismo, impunidade, saúde débil, fiscalização fraudulenta, nepotismo, clientelismo e desigualdade.
                       O responsável por tudo isso? Você, eu, nós. 

Brasileiros que, assim como outros milhões nos últimos 400 anos, nutriram com seu voto otimista uma classe de criminosos de colarinho branco, baseados num patriotismo tipo amor bandido. O Brasil sempre foi uma estrebaria.

O físico Albert Einstein dizia: “heroísmo no comando, violência sem sentido e toda a detestável idiotice que é chamada de patriotismo: eu odeio tudo isso de coração”. Sim, porque o país também precisa amar e respeitar seu cidadão, e não apenas o contrário, como queria Kennedy. Se Einstein, que foi um gênio, tivesse morado no Brasil do PT, PMDB, PSDB, PSOL, PCdoB, PP e de um Judiciário tão depravado como o nosso, teria criado a Teoria da Imoralidade Geral.

Olhar para os lados com medo de assalto e sequestro, sacar dinheiro escondendo a carteira, cinco meses de suor e tributos, ministros que subjugam as leis, partidos que protegem estupradores, presidente que frauda eleição e operação policial, balas perdidas, imprensa parcial (que tenta te convencer de imparcialidade a bordo de contratos públicos e interesses), coligações que roubam o povo, sequestros, políticos criminosos impunes, supersalários inconstitucionais. 

Entenda e creia: nada disso é normal. O brasileiro apenas se acostumou, assim como um pássaro, que deveria ser livre, se acostuma ao cárcere.
O que você chama de patriotismo entenda como ‘amor à escravidão’. Vício nefasto de uma cultura que se orgulha de samba, futebol, malandragem e feijoada ao invés de desenvolvimento, segurança, honestidade e bem-estar.

Afinal, o que é a vida, senão a busca por sobrevivência e felicidade?
Se o seu país não oferece nenhuma contrapartida de seu amor, dedicação, suor e fidelidade, por que continuar fiel?
 Quantos e mais quantos morrem lentamente graças à incompetência de um Estado corrupto?
Isso é ser patriota?
E se outro país te oferece tudo o que você sempre sonhou, mesmo não sendo cidadão nativo: saúde, respeito, educação, segurança, direitos, paz, qualidade de vida e tranquilidade?
Como explicar o patriotismo, que Einstein, não por acaso, tanto odiava?
A vida é fugaz. Até que ponto vale a pena entregar décadas de sangue, esforço, lágrimas e otimismo a uma localização geográfica e hábitos culturais, quando esta (cultura política e ética) desde o século XVI, só faz trair os mais singelos desejos vitais de seus cidadãos?
Responda: até que ponto? 

Sim, eu sou como você... Também amo o Brasil.
 Mas infelizmente nossa sociedade não está integralmente preparada para mudar. Enquanto isso...vivemos em eterna apreensão, estado de alerta e revolta.
Estamos arruinando a saúde em nome de quem?
Joaquim Nabuco dizia que ‘o verdadeiro patriotismo é o que concilia pátria com humanidade’.
Onde? O que queremos não acontecerá em tempo. Não aconteceu até hoje. Antes disso é preciso sobreviver com um pouco de dignidade e respeito de um outro Estado?
Lembre o que disse um dia Diogo Mainardi há 15 anos: “Futuro”? Que futuro?

O Brasil não tem futuro.
“Daqui a quinze anos estaremos no mesmo buraco de agora”. Ele estava errado: estamos piores.
Se o patriotismo é ‘o último refúgio dos canalhas’, como disse Samuel Johnson, ouça um conselho: se nos últimos 500 anos nada mudaram, vá embora enquanto é tempo. Seu maior bem é sua vida. A Pátria você deixa pros canalhas terminar de destruir.
Rodrigo Batalha é escritor e especialista em neurociência aplicada ao comportamento, controle do medo e alto desempenho.

Nota da Redação: se você também é culpado porque pratica malandragens, safadezas e corrupção, não vá embora, fique por aqui mesmo rapinando este pobre país! Não vá estragar a vida de outra nação.
Nota do Editor: como sempre digo, "o maior problema do Brasil é que está cheio de brasileiros" (Felipe Porto)
Fonte: http://www.oinalienavel.com/…/o-brasil-nao-tem-futuro-va-em…

19 julho 2017

Amigo é Casa


            Feliz dia do amigo aos meus companheiros de              jornada...facebookeiros e blogueiros, um carinho especial. 

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas.

Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger.

E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá
e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás
não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira
que mal dá pra capinar...

e há que ver os pés de manacá
cheínhos de sabiás
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
choro de imaginar!

pra festa da cumieira não faltem os violões!
muito milho ardendo na fogueira
e quentão farto em gengibre
aquecendo os corações

A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas
sem fazer alarde, sem causar transtorno

Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer

Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.

15 julho 2017

Dia do homem

O Dia do Homem é uma iniciativa da Ordem Nacional dos Escritores, e é quando geralmente alguns grupos atuam na defesa dos direitos masculinos. Esta data acontece desde 1992.
A origem do homem possui diferentes explicações, podendo variar de acordo com as concepções filosóficas, religiosas, míticas e científicas. A masculinidade é representada pelo símbolo de Marte, que faz parte da mitologia grega.
O Dia do Homem é comemorado em 15 de julho no Brasil.
O dia internacional é 19 de novembro.

Calendário 2017
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