Mensagem do dia

17 agosto 2017

Uma viagem ao centro do cerebro

Quando eu leio um texto e acho que merece ser lido por mais pessoas, começo repassando para os meus amigos virtuais, com quem divido ideias e opiniões.

É muito esclarecedor... Nos chama a reflexão... Nos mostra o quanto devemos manter vivo, esse complexo emaranhado de fios e conexões, e também sempre aberta essa caixa de ferramentas que a todo instante usamos uma peça para melhorar o nosso desempenho diário. Então vamos lá à leitura e pôr em prática.
É uma entrevista com o Dr.Paulo Niemeyer

Pergunta – O que fazer para melhorar o cérebro?
 PN - Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se estiver deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória é por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

 Pergunta - Cabeça tem a ver com alma?
 PN - Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

Pergunta – O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?
 PN - Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

Pergunta - Você acha que a vida moderna atrapalha?
 PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na idade média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

Pergunta: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?
 PN: O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.

Pergunta: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?
 PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.

Pergunta: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?
 PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

Pergunta: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?
 PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Pergunta: você acredita em deus?
 PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: “ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “graças a deus!”.

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.
Que existe algo mais além de religião.
Dr. Paulo Niemeyer filho.

O Que você meu amigo leitor achou desse texto?
Interessante, não? Valeu a pena a leitura?
Comente... eu agradeço.


 

31 julho 2017

Borboletas, sempre borboletas


     Feliz hoje? 
Coloque uma música para tocar e cante alto, desafine se necessário for, mas não deixe de cantar.

             Desesperançada? 
Vá a uma floricultura e compre flores, se não der, invista em um botão de rosa. Trate-a com o devido carinho, observe seu desabrochar. Sempre haverá esperança enquanto uma Flor abrir.

                                       Emocionada? 
Se desmanche em lágrimas. O que os outros pensarão é com os outros. Viva intensamente suas emoções.

                                    Decepcionada com você mesma? 
Liste, mas liste mesmo todas suas vitórias, não importa de qual ordem seja. Liste! Para a decepção nada melhor que uma injeção de boas recordações. Prenda a lista em um local visível.

                                Alcançou uma grande vitória? 
Celebre como se o mundo fosse acabar amanhã. Chame quem você ama e confia que te ama também, e celebre. Tome uma taça de vinho. Cuidado, nem tudo precisa ser contado. De um ar de mistério à sua vitória.

                                      O espelho não mente? 
Mente sim. Descubra verdades por trás das mentiras e saiba que existe beleza para todas as idades. Seja um olhar, um traço, um batom bem passado, um cabelo penteado. Esteja sempre com um brinco.

                                         A tristeza te alcançou? 
Faz parte. Tome um banho, lave bem a cabeça, troque seus lençóis, perfume a casa. Não existe nada mais reconfortante que o cheirinho de limpeza. Ao deitar-se, coloque um pijama de algodão também limpo. Curta seus lençóis. Eles te abraçarão.

                                            Divorciou-se? 
Lide com este novo começo dentro das suas limitações. Nem tudo é tão simples, porém não complique além do normal. Mude seu cabelo. Adote outro visual e o cabelo é um ótimo aliado para isto. Fase nova, cabelo novo.

                                               A vida entortou? 
Calma ela de vez em quando entorta mesmo, mas o tempo a fará desentortar. Faça caminhadas e medite. Aproveite este tempo para reavaliar a vida.

                                   Descobriu-se na maturidade? 
Seja humilde com sua finitude, só não se deixe abater. Consulte um médico, faça exames periódicos, cuide de seu coração, mude a alimentação, encha seu rosto de água termal gelada. A sensação do spray e da água gelada em seu rosto é fantástica.

                             Seus sonhos despedaçaram-se? 
Não tente juntá-los. Pegue uma pá e jogue-os fora. Existem sonhos que nunca deveriam ter sido sonhados. Calma, observe que a maturidade lhe ajudará a ter sonhos que combinam com o sagrado. Confie! O sagrado vencerá.

                                   No mais, viva.
Sempre haverá um amanhã para mim e para você. Seja aos 40, 50, 60, 70 e por aí vai. Quem nos segrega não somos nós, nunca permita que o outro roube sua paz. Saiba que para cada dia de desonra sempre haverá dupla honra. Isto vale para tudo!

Marta Ferreira - Ainda Borboletas

30 julho 2017

Sem futuro não há esperança.


                 O Brasil não tem futuro, vá embora enquanto é tempo.

 Se você leu o título desse artigo e discordou, talvez seja funcionário público com alto salário, passou em concurso nepotista, acomodado derrotista, político ou militante beneficiado, ganhou na loteria ou é só um iludido patriota. Se for, ainda assim é bem provável que, quando chegar ao final do artigo, concorde que o Brasil não tem futuro. O conselho: “vá embora” não serve para todos. O que você vai ler não é pessimismo, é realismo. Nem todos têm a habilidade de aceitar.
Baseado em documentos desde a colonização, Paulo Prado (1928) descreve os últimos cinco séculos no Brasil. Leia com muita atenção aos detalhes.

“Três séculos tinham trazido o país a essa situação lamentável… O mal, porém, roía mais fundo. Os escravos eram terríveis elementos de corrupção no seio das famílias. Viviam na prática de todos os vícios….
Desdobrou-se esta terra com grande desaforo: as usuras, onzenas, e ganhos ilícitos eram cousa ordinária; os amancebamentos públicos sem emenda alguma, porque o dinheiro fazia suspender o castigo; os estupros e adultérios: era moeda corrente….Pequeno núcleo, enfim, de devassidão, indisciplina e viver desregrado, desenvolvendo em plena anarquia moral e social os germens de desmoralização e depravação de costumes trazidos da metrópole já decadente… Era essa a sociedade informe e tumultuada que povoava o vasto território cem anos depois de descoberto”.

O que mudou nesses 500 anos? Muita coisa. Para pior. Somos líderes em quase tudo que é lamentável: violência, impostos, desemprego, taxa de juros, dívida interna, corrupção, políticos bandidos, mazelas sociais, hipocrisia, analfabetismo, pobreza farta, demagogia, infraestrutura caótica, foros privilegiados, estelionato, egoísmo, proselitismo, impunidade, saúde débil, fiscalização fraudulenta, nepotismo, clientelismo e desigualdade.
                       O responsável por tudo isso? Você, eu, nós. 

Brasileiros que, assim como outros milhões nos últimos 400 anos, nutriram com seu voto otimista uma classe de criminosos de colarinho branco, baseados num patriotismo tipo amor bandido. O Brasil sempre foi uma estrebaria.

O físico Albert Einstein dizia: “heroísmo no comando, violência sem sentido e toda a detestável idiotice que é chamada de patriotismo: eu odeio tudo isso de coração”. Sim, porque o país também precisa amar e respeitar seu cidadão, e não apenas o contrário, como queria Kennedy. Se Einstein, que foi um gênio, tivesse morado no Brasil do PT, PMDB, PSDB, PSOL, PCdoB, PP e de um Judiciário tão depravado como o nosso, teria criado a Teoria da Imoralidade Geral.

Olhar para os lados com medo de assalto e sequestro, sacar dinheiro escondendo a carteira, cinco meses de suor e tributos, ministros que subjugam as leis, partidos que protegem estupradores, presidente que frauda eleição e operação policial, balas perdidas, imprensa parcial (que tenta te convencer de imparcialidade a bordo de contratos públicos e interesses), coligações que roubam o povo, sequestros, políticos criminosos impunes, supersalários inconstitucionais. 

Entenda e creia: nada disso é normal. O brasileiro apenas se acostumou, assim como um pássaro, que deveria ser livre, se acostuma ao cárcere.
O que você chama de patriotismo entenda como ‘amor à escravidão’. Vício nefasto de uma cultura que se orgulha de samba, futebol, malandragem e feijoada ao invés de desenvolvimento, segurança, honestidade e bem-estar.

Afinal, o que é a vida, senão a busca por sobrevivência e felicidade?
Se o seu país não oferece nenhuma contrapartida de seu amor, dedicação, suor e fidelidade, por que continuar fiel?
 Quantos e mais quantos morrem lentamente graças à incompetência de um Estado corrupto?
Isso é ser patriota?
E se outro país te oferece tudo o que você sempre sonhou, mesmo não sendo cidadão nativo: saúde, respeito, educação, segurança, direitos, paz, qualidade de vida e tranquilidade?
Como explicar o patriotismo, que Einstein, não por acaso, tanto odiava?
A vida é fugaz. Até que ponto vale a pena entregar décadas de sangue, esforço, lágrimas e otimismo a uma localização geográfica e hábitos culturais, quando esta (cultura política e ética) desde o século XVI, só faz trair os mais singelos desejos vitais de seus cidadãos?
Responda: até que ponto? 

Sim, eu sou como você... Também amo o Brasil.
 Mas infelizmente nossa sociedade não está integralmente preparada para mudar. Enquanto isso...vivemos em eterna apreensão, estado de alerta e revolta.
Estamos arruinando a saúde em nome de quem?
Joaquim Nabuco dizia que ‘o verdadeiro patriotismo é o que concilia pátria com humanidade’.
Onde? O que queremos não acontecerá em tempo. Não aconteceu até hoje. Antes disso é preciso sobreviver com um pouco de dignidade e respeito de um outro Estado?
Lembre o que disse um dia Diogo Mainardi há 15 anos: “Futuro”? Que futuro?

O Brasil não tem futuro.
“Daqui a quinze anos estaremos no mesmo buraco de agora”. Ele estava errado: estamos piores.
Se o patriotismo é ‘o último refúgio dos canalhas’, como disse Samuel Johnson, ouça um conselho: se nos últimos 500 anos nada mudaram, vá embora enquanto é tempo. Seu maior bem é sua vida. A Pátria você deixa pros canalhas terminar de destruir.
Rodrigo Batalha é escritor e especialista em neurociência aplicada ao comportamento, controle do medo e alto desempenho.

Nota da Redação: se você também é culpado porque pratica malandragens, safadezas e corrupção, não vá embora, fique por aqui mesmo rapinando este pobre país! Não vá estragar a vida de outra nação.
Nota do Editor: como sempre digo, "o maior problema do Brasil é que está cheio de brasileiros" (Felipe Porto)
Fonte: http://www.oinalienavel.com/…/o-brasil-nao-tem-futuro-va-em…

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