Mensagem do dia

03 fevereiro 2018

Carnaval 2018

Jamais vou entender este fenômeno chamado, Carnaval. 
Um povo sofrido, roubado, explorado, muitas vezes sem perspectivas, de uma hora pra outra, explode numa alegria sem motivo... Sem limites, sem pudor.

Para os canalhas no poder, adoram esta orgia sem sentido, porque pelo menos por alguns dias, o povo está olhando pro outro lado, enquanto eles continuam sugando cada gota de sangue e cada centavo que puderem roubar.

Homens que até sexta feira, trabalharam de terno e gravata, no sábado vão para as ruas, maquiados, vestidos de mulher, sutien por cima de peitos peludos, braços e pernas cabeludas, numa imitação grotesca e sem sentido do sexo feminino.

Mulheres que se matam em trabalhos, muitas vezes degradantes e mal remuneradas... Sofrem nas filas de hospitais e creches, enfrentam a correria no dia a dia, para dar conta dos afazeres de casa, maridos e filhos de mau humor e estressados, MAS, aparecem na passarela, com o corpo desnudo, coberto de brilho e rebolando, como se não houvesse o amanhã sem lembrar de que o dia seguinte é sempre O dia depois.

As ruas estão tomadas de foliões urrando de alegria... e eu me pergunto:
-VOCÊ ESTÁ ALEGRE PORQUE, OTÁRIO?
Sua vida melhorou de ontem pra hoje?
Seu salário aumentou?
Seu filho entrou numa boa escola?
Se você cair de um trio elétrico e quebrar a cabeça, vão te levar para um bom hospital?
Você terá água em casa, pra tomar banho, quando voltar da gandaia?

Então me explica seu (a) trouxa...
- TA RINDO DE QUE?
Você irá pra rua com esta mesma vontade, pra protestar contra esta roubalheira absurda, que está destruindo a você e ao nosso país?
Por estas e outras que os governantes adoram Carnaval e eu jamais vou entender porque nosso povo é tão alienado.
Texto atribuído ao Arnaldo Jabor.
Mas na verdade partiu de “um seguidor indignado com os últimos acontecimentos do Brasil” .
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Pois é.... independente de qualquer situação que o  o país atravesse,  quer na economia, na política, na questão do estado Brasileiro viver em clima de guerra ,de norte a sul,  na violência urbana, povo sofrendo epidemia de febre amarela, malária, calazar , nada disso  é levado em consideração por conta do CARNAVAL.  
O próprio governo patrocina a alegria do povo, aproveitando a ocasião para agir na calada da noite jogando para debaixo dos tapetes vermelhos os restos podres de suas falcatruas e inmoralidades.  

Ah! o povo?... o povo carnavalesco, os homens travestidos de mulher,  mulheres que colocou os seios amostra para toda a avenida ver, não podem amamentar o seu filho em público, por conta da moral e bons costumes .... Aff...
Ah! esse povo? esse não viu nada. Mas...  no dia seguinte , O grande dia depois...  é hora de reclamar... chorar... lamentar... suplicar... condenar...ouvir falar na inocência do homem mais honesto que o mundo já viu e o país já teve., auxilio- moradia, reforma da previdencia e tudo que envolve e influencia a vida do povo.  

Gente, não esqueçam de que, vocês que caminharam sambando nas avenidas, precisam  continuar  caminhando, batendo panelas, vestindo as cores da bandeira   lutando por um país  justo e digno de se viver. 
Nada de preguiça. 
 E viva o BRASIL. E viva o povo Brasileiro. 

02 fevereiro 2018

Um olhar sobre a minha comunidade

Não escolhi essa comunidade para viver. Muito pelo contrário.  Nasci e cresci no Largo do Papagaio ( Jardim Alvalice), andei muito pela ponte do chush, tendo como pano de fundo a igreja do Bonfim. 
E cheguei aqui,  na Avenida Juçara, por força das circunstâncias e nem de longe por um momento, detectei que teria um trabalhão para “tratar” o lugar e aprender a conviver com pessoas distintas e desconhecidas.  Mesmo depois de tantos anos ainda não as conheço.  E isso lá  se vão alguns anos.

Aqui tem muito suor... Muitas falas... Muitos pedidos... Muitos investimentos e principalmente exemplos, vividos, enterrados, mas nem assim consegui despertar o bom senso, o respeito das pessoas que por ventura, querendo ou não, mostram-se presentes apenas para usufruir das facilidades que ela ao longo do seu percurso, permite beneficiar a outrem, mesmo sem fazer parte dessa comunidade, e sem sair da sua zona de conforto.

Refiro-me a um corredor de casas. Adotei essa comunidade, pois aqui fixei residência, como também essa expressão para desde já quebrar o tabu da tão desvalorizada denominação, de “beco“, Avenida Juçara,  mesmo que sendo real e verdadeira, para programar no referido corredor, uma serie de ações que nos trouxesse benefícios e melhorias no acesso como também na imagem, em torná-lo mais agradável aos olhos dos moradores como também dos visitantes amigos. 

A primeira ideia, foi a de valorizar o local, aproveitando o  registro na prefeitura, com CEP, e número de logradouro.
O aspecto físico deixava a desejar. Daí a razão do meu jardim verde.
Tudo foi um desafio.
Uma das coisas que mais me causou indignação foi à falta de respeito de “alguém” quando com força mecânica,  deslocou  aos poucos, uma jardineira instalada logo na frente da entrada, no sentido de proteger o acesso, e o energúmeno se incomodou(!!!!) retirando-a do lugar dando a perceber a pequenez de sua ação. Pura maldade.

Naturalmente que não se faz necessário dizer o que, mesmo porque quem aqui conhece sabe muito bem das lutas travadas por mim, no sentido de fazer chamar á atenção dos moradores, para interagir com todos... (dizem que a união faz a força), participar sugestionando soluções dos problemas apresentados, quer no descarte de resíduos... Quer na drenagem de águas e esgoto, cooperar... E manter a varredura de um modo geral, e buscar uma iluminação pública de melhor qualidade favorável e condizente com a estrutura do local.
Pense no que todos juntos poderíamos fazer.

Bom... Durante um tempo assim foi, mas quando percebi que era batalha a ser vencida por uma só lutadora (eu), e só traria resultados positivos se o enfrentamento fosse feito assim, independentemente de ajuda ou mesmo a adesão de companheiros dispostos a encarar essa situação, lá se foi (eu) sem nós para a tal guerra.

Pense: Falta de bom senso, educação, visão de futuro, expectativa de vida, respeito a si próprio e as demais pessoas, empatia, consideração, egoísmo, zona de conforto, espirito de pobreza, conflito, maldade e por aí vai.
Lembrando-me também dos sentimentos nascidos de corações e mentes carentes de tratamento espiritual e educacional... Tipo gozação, pirraça e a famigerada crítica.

Enfim, diante da atual situação de descaso e abuso, por conta do espaço ser usado por “vizinhos” mais próximos como extensão dos quintais de suas casas, mesmo assim, não me darei por vencida, meus trabalhos vão continuar dando assistência ao mundo verde... kkk...(minhas plantas), e a limpeza local, pois ainda estou por aqui,   mas agirei com mais sabedoria deixando de ser exigente, perfeccionista, cobradora de comportamentos alheios no que se refere ao bem estar de todos nessa comunidade inclusive o meu e da minha família, e no mais fica registrado aqui  a minha indignação, esperando que em breve espaço de tempo, e certamente isso vai ocorrer, as mudanças que estão por vir seja favorável e ajustável a cada morador que aqui ficar.  

E quando daqui eu me for, sei que línguas vão falar o meu nome e reconhecer que eu fiz parte desse lugar. Coisas que vão ficar e marcar presença. Parte da história mostra que pequenas ações engrandece e valorizam a alma e o lugar onde se pisa.
E assim será. Deus no controle de todas as coisas.


29 janeiro 2018

Vivi essa história.

No tecido da história familiar,
As mãos de minha mãe reforçaram as costuras
para nos protegerem de qualquer empurrão da vida …

As mãos de minha mãe
Uniram com um alinhavo as partes do
molde sem esquecer que cada uma é
diferente da outra e que juntas fazem um todo
Como a família …

As mãos de minha mãe
Fizeram bainhas para que pudéssemos
crescer para que não nos ficassem curtos os ideais …

As mãos de minha mãe
Remendaram os estragos para voltarmos
a usar o coração
Sem fiapos de ressentimentos …

As mãos de minha mãe
Juntaram retalhos para que tivéssemos
uma manta única
Que nos cobrisse …

As mãos de minha mãe
Seguraram presilhas e botões para que
estivéssemos unidos
E não perdêssemos a esperança …

As mãos de minha mãe
Aplicaram elásticos para nos podermos adaptar
Folgadamente às mudanças exigidas pelos anos …

As mãos de minha mãe
Bordaram maravilhas para que a vida
nos surpreendesse com as suas contínuas
dádivas de beleza …

As mãos de minha
Mãe coseram bolsos para guardar
neles as moedas valiosas das melhores
recordações e da minha identidade …

As mãos de minha mãe,
Quando estavam quietas,
zelavam os meus sonhos para que
alimentassem os meus ideais
Com o pó das suas estrelas…

As mãos de minha mãe
Seguraram-me com linhas mágicas,
Quando entrava na vida …
Para começar a vesti-la!

As mãos de minha mãe
Nunca abandonaram o seu trabalho.
E sei muito bem que hoje, onde estiverem,
Fazem orações por mim…
E eu …

Eu beijo-as como se recebesse bênçãos...
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Assim as mãos da  minha mãe, Srª Idalice de Castro, fez para realizar meus sonhos e me dar a oportunidade de ter acesso a um ensino  (escola) melhor. Eu vivi essa história. 

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