Mensagem do dia

30 setembro 2018

Em que ciclo de vida você se encaixa?


Em que ciclo de vida você se encaixa?
Nossa percepção do tempo nos leva a acreditar que é uma progressão linear. Uma linha Clara... Paralela... Direta... Sem rodeios, mas seria o tempo intervalado, denominados de ciclos como diziam os antigos romanos?

Vamos ver como funciona o tempo intermitente nas nossas vidas.
A cada sete anos nosso curso de vida registra uma mudança dramática, e nós podemos senti-la acontecendo dentro de nossas próprias vidas de uma maneira radical e acentuada que mente e físico se transformam,  se preparam para assumir sua posição dentro do universo.

 Primeiro Ciclo (0-7 anos)
Eu que Penso que os primeiros sete anos são os formadores de personalidade e caráter do ser humano, sendo á criança criadora de seu próprio mundo, necessita que os adultos satisfaçam todas as suas necessidades básicas, sendo o seu condutor, até mesmo porque a criança é totalmente focada em si mesma.

    Segundo Ciclo (7-14 anos)
É o despertar de que existe muita coisa além do que seu mundo particular. Observa, analisa, pergunta sobre tudo, pois a curiosidade é infinita.  Provavelmente já sabe ler e escrever e tem mais domínio sobre o corpo, sabe se vestir sozinho e dorme bem.  É um explorador nato de tudo ao seu redor. Na escola, no lugar onde mora, faz amigos mais presentes. Torna-se mais companheiro dos pais por saber que eles são sua fonte de vida, elo com o seu futuro.

    Terceiro Ciclo (14-21 anos)
Etá fase difícil....
A fase da aborrecência. A tal da ansiedade de querer  explorar novas sensações, afloram a inquietação e a pressa para não perder um minuto sequer de suas vidas. Aproveitar efetivamente, o início de sua entrada na idade adulta.

           Quarto Ciclo (21-28 anos)
Ambiciosos, verdadeiros soldados estagiários, assim descreveu Shakespeare em sua poesia, aproveitadores de oportunidades para ganhar poder e prestigio nas suas carreiras cheias de potencial com eterna busca do melhor.

      Quinto Ciclo (28-35 anos)
Aí vem a fase da procura da estabilidade e segurança futura com uma mistura de amadurecimento mais senso de responsabilidade, tudo isso  sem deixar de aproveitar a idade do “juízo”  da sabedoria, do entendimento que nem todos os nossos desejos podem ser realizados, mas certamente caminhando sempre em frente disposto a novos desafios.

       Sexto Ciclo (35-42 anos)
Hora de pensar em estabelecer, ou quebrar?regras para o restante de suas vidas. Definir ideias e observar o que causa desconforto nas atitudes diárias se torna a base da sua segurança mental. Esta é a casa de recuperação da vida. Nós nos temos um comportamento convencional por escolha. Seguimos um conjunto de costumes, hábitos e usos estabelecido pela tradicionalidade de ser.

         Sétimo Ciclo (42-49 anos)
Hora de pensar em deus. Ah! Até então ele estava em um cantinho esperando ser chamado para fazer parte da sua vida. A necessidade de religião começa a infiltrarem-se lentamente nos fazendo acreditar em forças superiores capazes de interferir quando a funcionalidade, a anatomia e o relacionamento com o corpo tornam-se mais difícil por conta do envelhecimento, contudo é de grande importância manter atitudes positivas e viver a alegria do presente.

        Oitavo Ciclo (49-56 anos)
Ao adquirir experiência e sabedoria proveniente da idade, faz as pessoas encararem a vida com maior leveza e despreocupação. Percebe-se que a pressa em ser feliz na juventude é superestimada. O corpo já não é mais o mesmo, mas isso não importa desde que haja saúde e hábitos saudáveis, há uma independência financeira e de filhos para se desfrutar em seu próprio tempo.

             Nono Ciclo (56-63 anos)
Hum....Criança? Eu?... De novo? Segunda infância.  Marcando presença nessa fase. Começamos a perder o interesse no mundo e nas pessoas ao nosso redor. Não importa o quanto você poderia ter dito a si mesmo que, mesmo como uma pessoa idosa, você seria ‘atualizado’. Aprender novas coisas pode ser mais difícil neste ciclo, mas entenda que isso não é impossível. Ainda há espaços para melhorar. Digo com certeza.

     O ciclo final (63 em diante)
Eu... Entrando na reta final.... Quem diria?
Finalmente chegamos à idade em que podemos perceber como a vida é frágil e tão bela, cheia de coisas gostosas para viver, vivenciar, mas nos sentimos conscientes das chances que deixamos passar, dos arrependimentos de fazer ou deixar de fazer, mas acima de tudo gratidão pelo que construímos, e assim como as estações do ano a  vida chega ao círculo completo.

Pois é... No auge dos meus sessenta e oito anos pode estar completo, mas não fechado para tudo que é novo e de “novo”... Nova oportunidade, Novo conhecimento, Nova paixão, Novo amor, e porque não?. 
Novo caminho, Novo aprendizado... Novo....Novo...Tudo. 
E por que não? Afinal estou no final da corrida. 
Vale tudo.

29 setembro 2018

Alma erótica


Todos vão envelhecer...

Querendo ou não, iremos todos envelhecer.
As pernas irão pesar... a coluna doer, o colesterol aumentar.
A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos.
A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos.
O segredo não é reformar por fora.
É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente.
Porque o tempo, invariavelmente, irá corroer o exterior.
E, quando ocorrer, o alicerce precisa estar forte para suportar.

Erótica é a alma que se diverte que se perdoa que ri de si mesma e faz as pazes com sua história.
Que usa a espontaneidade pra ser sensual, que se despe de preconceitos, intolerâncias, desafetos.

Erótica é a alma que aceita a passagem do tempo com leveza e conserva o bom humor apesar dos vincos em torno dos olhos e o código de barras acima dos lábios.

Erótica é a alma que não esconde seus defeitos, que não se culpa pela passagem do tempo.

Erótica é a alma que aceita suas dores, atravessa seu deserto e ama sem pudores. Aprenda: bisturi algum Vai dar conta do buraco de uma alma negligenciada anos a fio.

Texto do livro "Erótica é a Alma" de Adélia Prado

23 setembro 2018

Sou uma sexalescente...

Se estivermos atentos, podemos notar que está aparecendo uma nova franja social: a das pessoas que andam a volta dos sessenta anos de idade, OS SEXALESCENTES: é a geração que rejeita a palavra “sexagenária”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.

Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter- se nem como se vestir.

Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta, setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.

São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho.

Que procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida. 
Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se. E os que já se aposentaram, gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro, quer num, quer na outra.

Desfrutam a situação, porque, depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabe bem olhar para o mar, sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5º andar.
Nem todos... Mas tudo bem.

Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.

Esta mulher SEXALESCENTE sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude, em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que, na realidade, queria. Algumas optaram por viverem sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas. Mas cada fez o que quis: reconheçamos que não foi fácil, e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.

Algumas coisas pode dar-se por adquiridas.

Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e veem), e até se esquecem do velho telefone para contatar os amigos - mandam e-mails com suas notícias, ideias e vivências.
Ah! Isso é verdade. O que digo eu então...kkk  Adoro...

De uma maneira geral, estão satisfeitos com o seu estado civil e, quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.

Ao contrário dos jovens, OS SEXALESCENTES conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra.

Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada.

Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo.
Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo.

Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.

Hoje, as pessoas na década dos sessenta estreiam uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos, e agora já não o são. Hoje têm boa saúde, física e mental, recordam a juventude, mas sem nostalgias, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.
Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...
Talvez por alguma secreta razão, que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI.



Autoria desconhecida
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