Mensagem do dia

01 janeiro 2019

As pastas transferidas.

Sabe quando você acorda um dia e diz: hoje eu vou fazer uma limpa na minha vida. Naturalmente que isso não foi detectado com um simples estalar de dedos.
Assim... Claro que não.
Acumulamos muito coisa na nossa vida ao longo dos anos.
No momento que as guardamos, até que achamos importante, ou pensamos quem sabe precisar em um futuro próximo.

E aí vamos abastecendo a nossa mente, ocupando espaços no nosso processador mental, armazenando em caixas de todos os tamanhos e cores, e de repente... mais que de repente sem darmos conta de já estamos  no limite , a memoria avisa: estou cheia....e é chegado o momento de fazer a limpa e liberar espaço e velocidade para tocar a vida para frente, afinal não sabemos a nossa vida útil.

E se de repente o processador pifar de vez sem aviso?
Sem possibilidade de um simples reparo, e pior... sem conserto. 
Fazer o que? Faz parte.

Portanto está explicado o porquê de pular logo da cama, hoje, primeiro dia do ano, (2019)e ligar o computador. 
E vamos que vamos...
Abrir as pastas, quebrar tabus e regras, descobrir coisas que nem me lembrava de mais. Sem saber o por que estavam ali, e 
 eu me encontro  no meio de perguntas como:
Por que e pra que eu guardei isso?
 Pois é...
Cada pasta tinha uma história a ser contada, e mostrava-se disposta a ser explorada e seu conteúdo a ser analisado para ver a sua verdadeira importância.
E assim foi feito.
Muitas foram descartadas só por ver o titulo.
Outras por curiosidade foram abertas, mas só me  mostrou o quanto tempo perdi valorizando coisas inúteis e fúteis, sentimentos que ferem a alma.
Diante do imenso e valoroso processador depois da varredura só duas pastas foram abertas,  sabendo já que o conteúdo era de grande importância e muito é,  só pelo titulo e pela grandiosidade  foram transferidas ao coração para não deixar que nada fosse perdido quando chegasse a hora de (resetar) ou formatar o computador na esperança de o salvar do seu ultimo suspiro.
As pastas:
A família e os amigos foram copiados, transferidos, movidos, salvos e guardados na memoria do coração. Lugar mais segura não há.

Que venha um novo ano cheio de pensamentos bons inclusive o de fazer uma limpa no seu computador mental para abrir espaço armazenando novas ideias, novos amigos,  e acima de tudo e abaixo de deus,  gente nova que chega...chegando para aumentar a familia. Essa tem que crescer e dá bons frutas. A vida sague..

28 novembro 2018

A gente morre...e aí?



“A GENTE MORRE e fica tudo aí”...
 -Os planos em longo prazo e as tarefas de casa.
-As dívidas com o banco, às parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.

A GENTE MORRE sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A GENTE MORRE se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE MORRE e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem mais problemas.
Os problemas moram dentro de nós.
As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.

A GENTE MORRE e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença.
Na verdade, não faz.
Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.

A GENTE MORRE, pois é.
É bem assim: Piscou, morreu.
O cachorro é doado e se apega aos novos donos.
Os viúvos se casam novamente, fazem sexo, andam de mãos dadas e vão ao cinema.

A GENTE MORRE e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa.
As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.
Quando menos se espera, A GENTE MORRE.

Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje,
Talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.
Talvez a gente esperasse menos dos outros,
se a gente esperasse pela morte,
Talvez a gente perdoasse mais, sorrisse mais,
Saísse à tarde para ver o mar,
Talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.

Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.

                                               O tempo voa.
A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim, e ainda há aqueles que vivem com pressa!
Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é na realidade um dia a menos, porque A GENTE MORRE o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O TEMPO QUE TE RESTA? 

Quem escreveu? 
Não sei. 
Se você souber , por favor, escreva para nós. Agradeço.
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Então... recebi por email  o seguinte comentário: 
Fiama Parreira  sobre a MINHA postagem "A gente morre...e aí?": 

Disse ela: :ESSE TEXTO É DE MINHA AUTORIA, PUBLICADO NO MEU BLOG EM MARÇO DE 2017:https://byfisince93.blogspot.com/2017/03/a-gente-morre-e-fica-tudo-ai.html

Obrigada por colocar ao menos "de autoria desconhecida" pois deparei-me hoje com várias pessoas que utilizaram meu texto como se fossem de sua autoria e fiquei desmotivada a continuar escrevendo.

Diante de tal acusação respondi: 
Acredito que em  momento algum deixei claro que esse texto fosse meu. Reproduzi  no meu espaço do mesmo jeito que o alcancei na internet. Apresenta-se  de " autoria desconhecida" foi por conta de que assim o achei. Peço perdão se fiz com que assim pensasse mas tenho por uma questão de ética e moral não me apropriar do que não me é devido. Achei por deveras interessante, e consequentemente o coloquei em um lugar de  destaque para ser visto e quem sabe compartilhado pelos meus amigos e visitantes, naturalmente com os devidos créditos se assim souberem . Observe os registros em marcadores. Achados na net. Recebido por email. Compartilhando textos.  Posso  excluir...apagar... para evitar mais constrangimento. Mais vez peço-lhe perdão  Senhora Fiama Parreira Autora do referido pelo ocorrido. Que deus continue lhe abençoando lhe dando sabedoria para o dom de escrever. Não desista. Os meus também são lançados ao vento. Fica a cargo da consciência de cada um.  

Mudando de opinião. Vou conservá-lo no meu espaço com o devido esclarecimento em resposta e defesa da acusação. 
Jesus lhe abençoe.  Atenciosamente Lyah. 




25 novembro 2018

Casa de mãe


Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório.
                              Amanhece e anoitece prece.

Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.

Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…
Aliás, casa de mãe, depois que os filhos se vão, vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora, falta cozinha cheia de desejos atendidos.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.
É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você, um dia, lhe mostrou como manejar.

Aí fica a casa e, nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.
Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe.

É a casa da mãe.
Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.
Por que, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?
E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

(Texto atribuído a Miryan Lucy Rezende)

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