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25 março 2019

O que você herdou dos seus filhos?




Eu herdei paciência
Capacidade de suportar desorganização e caos
Frieza pra lidar em situações críticas
Herdei medo de morrer
Medo de trânsito
Medo da noite
E o único medo de perder verdadeiro

Mas herdei coragem também... Muita
Com filhos, herdei a necessidade de desacelerar,
A atenção difusa
E a sagacidade para responder questões difíceis

Eu herdei vontade de montar árvores de natal, de aprender a fazer bolo de festa e assistir desenho animado...
A capacidade de fazer remédio a partir de beijo, desespero e lágrimas.

Herdei rugas, varizes, olheiras e estrias, mas também as gargalhadas mais incríveis.
Herdei emoções colhidas nas coisas mais bobas.
 
Herdei força sobre-humana, sentidos mais apurados,
um grito que se acha poderoso o suficiente para parar um trem!!! Rsrs

Herdei uma capacidade ilimitada de sentir culpa
E o cacoete irremediável de sempre olhar quando alguém grita "Mãe!!! “

Rita Almeida

20 março 2019

E como vai a sua saúde?


                 CLIENTE CURADO... CLIENTE PERDIDO!!!

 Aos 30 anos, você tem uma depressãozinha, uma tristeza meio persistente: prescreve-se FLUOXETINA.

A Fluoxetina dificulta seu sono. Então, prescreve-se CLONAZEPAM, o Rivotril da vida. O Clonazepam o deixa meio bobo ao acordar e reduz sua memória. Volta ao doutor.

Ele nota que você aumentou de peso. Aí, prescreve SIBUTRAMINA.

A Sibutramina o faz perder uns quilinhos, mas lhe dá uma taquicardia incômoda. Novo retorno ao doutor. Além da taquicardia, ele nota que você, além da “batedeira” no coração, também está com a pressão alta. Então, prescreve-lhe LOSARTANA e ATENOLOL, este último para reduzir sua taquicardia.

Você já está com 35 anos e toma: Fluoxetina, Clonazepam, Sibutramina, Losartana e Atenolol. E, aparentemente adequado, um “polivitamínicos” é prescrito.
Como o doutor não entende nada de vitaminas e minerais, manda que você compre um “Polivitamínico de A a Z” da vida, que pra muito pouca coisa serve. Mas, na mídia, Luciano Huck disse que esse é ótimo. Você acreditou, e comprou. Lamento!

Já se vão R$ 350,00 por mês. Pode pesar no orçamento. O dinheiro a ser gasto em investimentos e lazer, escorre para o ralo da indústria farmacêutica.
Você começa a ficar nervoso, preocupado e ansioso (apesar da Fluoxetina e do Clonazepam), pois as contas não batem no fim do mês. Começa a sentir dor de estômago e azia. Seu intestino fica “preso”. Vai a outro doutor. Prescrição: OMEPRAZOL + DOMPERIDONA + LAXANTE “NATURAL”.

Os sintomas somem, mas só os sintomas, apesar da “escangalhação” que virou sua flora intestinal. Outras queixas aparecem. Dentre elas, uma é particularmente perturbadora: aos 37 anos, apenas, você não tem mais potência sexual. Além de estar “brochando” com frequência, tem pouquíssimo esperma e a libido está embaixo dos pés.

Para o doutor da medicina da doença, isso não é problema.
Até manda você escolher o remédio: SILDANAFIL, TADALAFIL, LODENAFIL ou VARDENAFIL, escolha por pim-pam-pum.
Sua potência melhora, mas, como consequência, esses remédios dão uma tremenda dor de cabeça, palpitação, vermelhidão e coriza.
Não há problema, o doutor aumenta a dose do ATENOLOL e passa uma NEOSALDINA para você tomar antes do sexo.
Se precisar, instila um “remedinho” para seu corrimento nasal, que sobrecarrega seu coração.

Quando tudo parecia solucionado, aos 40 anos, você percebe que seus dentes estão apodrecendo e caindo. (entre nós, é o antidepressivo). Tome grana pra gastar com o dentista.
 Nessa mesma época, outra constatação: sua memória está falhando bem mais que o habitual.
Mais uma vez, para seu doutor, isso não é problema: GINKGO BILOBA é prescrito.

Nos exames de rotina, sua glicose está em 110 e seu colesterol em 220. Nas costas da folha de receituário, o doutor prescreve METFORMINA + SINVASTATINA. “É para evitar Diabetes e Infarto”, diz o cuidador de sua saúde (?!).

Aos 40 e poucos anos, você já toma: FLUOXETINA, CLONAZEPAM, LOSARTANA, ATENOLOL, POLIVITAMÍNICO de A a Z, OMEPRAZOL, DOMPERIDONA, LAXANTE “NATURAL”, SILDENAFIL, VARDENAFIL, LODENAFIL ou TADALAFIL, NEOSALDINA (ou “Neusa”, como chamam), GINKGO BILOBA, METFORMINA e SINVASTATINA (convenhamos, isso está muito longe de ser saudável!).
Mil reais por mês! E sem saúde!!!

Entretanto, você ainda continua deprimido, cansado e engordando.
O doutor, de novo. Troca a Fluoxetina por DULOXETINA, um antidepressivo “mais moderno”. Após dois meses você se sente melhor (ou um pouco “menos ruim”).

Porém, outro contratempo surge: o novo antidepressivo o faz urinar demoradamente e com jato fraco. Passa a ser necessário levantar duas vezes à noite para mijar. Lá se foi seu sono, seu descanso extremamente necessário para sua saúde.
Mas isso é fácil para seu doutor: ele prescreve TANSULOSINA, para ajudar na micção, o ato de urinar.
Você melhora, realmente, contudo... não ejacula mais. Não sai nada!

Vou parar por aqui. É deprimente. Isso não é medicina. Isso não é saúde.

Essa história termina com uma situação cada vez mais comum: a DERROCADA EM BLOCO da sua saúde. Você está obeso, sem disposição, com sofrível ereção e memória e concentração deficientes. Diabético, hipertenso e com suspeita de câncer. Dentes: nem vou falar. O peso elevado arrebentou seu joelho (um doutor cogitou até colocar uma prótese). Surge na sua cabeça a ideia maluca de procurar um CIRURGIÃO BARIÁTRICO, para “reduzir seu estômago” e um PSICOTERAPEUTA para cuidar de seu juízo destrambelhado é aconselhado.

Sem grana, triste, ansioso, deprimido, pensando em dar fim à sua minguada vida e... DOENTE, muito doente! Apesar dos “remédios” (ou por causa deles!!).

A indústria farmacêutica? “Vai bem, obrigado!”, mais ainda com sua valiosa contribuição por anos ou décadas. E o seu doutor? “Bem, obrigado!”, graças à sua doença (ou à doença plantada passo-a-passo em sua vida).

Dr. Carlos Bayma

17 março 2019

A flor de lótus


A natureza é tão apaixonante que nos dá as respostas mais inesperadas quando nem sequer pensávamos que poderia existir mais além da nossa própria mente, das nossas próprias esperanças e do nosso próprio desejo de seguir em frente.

 Longe de mostrar uma realidade monótona e previsível, cada canto no qual a natureza brota com liberdade nos deixa um novo ensinamento sobre o que significa habitar este mundo.

Não apenas é generosa para com a ciência, mas também com nossos próprios sentidos e com nossa própria espiritualidade. Tanto é verdade que, na grande diversidade de manifestações, espécies e fenômenos que provoca, nos deparamos com autênticas lições de como enfrentar a vida.

Autênticas teorias psicológicas sem controle de variáveis nem análise de confiabilidade ou validade, mas que contêm uma mensagem cuja beleza e significado é indiscutível.

Dentre todos os fenômenos infinitos e curiosos da natureza está a flor de lótus.
Um fenômeno que é uma metáfora apaixonante sobre a vida e as adversidades que enfrentamos todos os dias.

                                         A flor de lótus
A flor de lótus é um tipo de lírio d’água cujas raízes têm a base na lama e no lodo de lagoas e lagos. 
A flor de lótus possui a semente com maior longevidade e resistência: pode aguentar até 30 séculos antes de florescer sem perder a sua fertilidade.

A flor de lótus é símbolo de pureza e beleza que pode surgir em um terreno alagadiço.
Esta bela flor emerge e se nutre de barro, em pântanos ou lugares alagadiços, e quando floresce se eleva sobre o lodo. De noite, as pétalas da flor se fecham e ela mergulha sob a água.

Ela se fecha para mergulhar, mas ao amanhecer se levanta novamente sobre a água suja, intacta e sem restos de impureza por causa da disposição das suas pétalas em forma de espiral.

A flor de lótus tem a peculiaridade de ser a única flor que é fruto ao mesmo tempo: o fruto tem a forma de cone invertido e está no seu interior.
Quando a flor está fechada ela não tem cheiro, mas quando se abre o seu aroma lembra o jacinto. Muitos consideram o seu aroma hipnotizante, capaz de alterar o estado da consciência.

                            Mitologia sobre a flor de lótus
O fascínio por esta flor fez com que ela se tornasse um símbolo fundamental para diversas civilizações ao longo da história. A flor de lótus é considerada sagrada e um dos símbolos mais antigos com diversos significados para os países do Oriente, embora também encontremos diversas referências a elas no mundo ocidental.

Na mitologia grega, os lotófagos eram um povo místico que os antigos identificavam como os habitantes de um povoado ao nordeste da África.
Diz a lenda que uma bela deusa se perdeu em um bosque até chegar a um lugar onde abundava o lodo, denominado lótus, onde ela afundou.

Este espaço havia sido criado pelos deuses para os seres cujos destinos haviam sido fracassar na vida. Contudo, a jovem lutou durante milhares de anos até que conseguiu sair dali transformada em uma bela flor de lótus, simbolizando o triunfo da perseverança diante das situações adversas.

No contexto budista, o lótus serve como assento ou trono para Buda e indica um nascimento divino. No mundo cristão, a flor de lótus é o lírio branco que significa tanto fertilidade quanto pureza. Tradicionalmente, o Arcanjo Gabriel leva para a Virgem Maria o lírio da Anunciação.

           A flor de lótus e o seu significado para a psicologia
A flor de lótus representa o poder da resistência psicológica como capacidade para transformar a adversidade em potencialidade.

Suzanne C. Kobasa, psicóloga da Universidade de Chicago, conduziu várias pesquisas nas quais detectou que os indivíduos com personalidade resistente têm uma série de características em comum. Costumam ser pessoas de grande compromisso, controle e orientadas ao desafio.

“As pessoas mais belas com as quais tive a oportunidade de me encontrar são aquelas que conheceram a derrota, conheceram o sofrimento, conheceram a luta, conheceram a perda e encontraram o seu jeito de sair das profundezas.”
                             -Elisabeth Kübler-Ross-

Mais tarde esta explicação foi transformada no termo resiliência, a essência da personalidade resistente.

A resiliência é definida como a capacidade dos indivíduos de superar períodos de dor emocional e grandes adversidades.

A flor de lótus implica uma metáfora maravilhosa de como existem pessoas capazes de dobrar a dor e desdobrá-la posteriormente em forma de serenidade, autocontrole e persistência.

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