Mensagem do dia

18 junho 2016

AS MÃOS DO MEU AVÔ.

 Meu avô, com noventa e tantos anos, sentado debilmente no banco do jardim, não se movia.
Estava cabisbaixo olhando suas mãos quando me sentei ao seu lado, e como não notou minha presença, e o tempo passava então lhe perguntei se estava bem. 
Não queria incomodá-lo, mas querendo saber como ele estava, tornei a perguntar como se sentia.

Levantou sua cabeça, me olhou e sorriu. “Estou bem, obrigado por perguntar”, disse com uma forte e clara voz.

Não quis incomodá-lo avô, mas estavas sentado aqui simplesmente olhando suas mãos... Quis ter certeza de que estivesse bem, lhe expliquei.

Meu avô me perguntou: “Alguma vez você já olhou suas mãos? Quero dizer, realmente olhou suas mãos?”

Lentamente soltei minhas mãos das de meu avô, as abri e as contemplei.
Virei as palmas para cima e logo para baixo.
Não, creio que realmente nunca as havia observado. Queria saber o que meu avô queria dizer-me. 
Meu avô sorriu, e me contou uma história.

Pare e pense um momento sobre como tuas mãos tem te servido através dos anos. Estas mãos, ainda que enrugadas, secas e débeis tem sido as ferramentas que usei toda a minha vida para alcançar, pegar e abraçar.

Elas puseram comida em minha boca e roupa em meu corpo.
Quando criança, minha mãe me ensinou a juntá-las em oração.
Elas amarraram os cadarços dos meus sapatos, e me ajudaram a calçar minhas botas.
Estiveram sujas, esfoladas, ásperas e dobradas. Minhas mãos se mostraram inábeis quando tentei embalar minha filha recém-nascida.
Decoradas com uma aliança, mostraram ao mundo que estava casado e que amava alguém muito especial.

Elas tremeram quando enterrei meus pais e esposa, e quando entrei na igreja com minha filha no dia de seu casamento. 
Tem coberto meu rosto, penteado meu cabelo e lavado e limpado todo meu corpo.
Estas mãos são as marcas de onde estive e a dureza de minha vida.
Mas, o mais importante, é que são estas mãos que Deus tomará nas suas quando me levar a sua presença.

E até hoje, quando quase nada de mim funciona bem, estas mãos me ajudam a levantar e a sentar, e se juntam para orar.

Desde então, nunca  mais vi minhas mãos da mesma maneira.
Mas lembro de quando Deus esticou Suas mãos e tomou as de meu avô e o levou a Sua presença.

Cada vez que vou usar minhas mãos penso em meu avô; na verdade nossas mãos são uma benção.
Hoje me pergunto:
O que estou fazendo com minhas mãos?
Estarei usando-as para abraçar e expressar carinho, ou as estarei brandindo para expressar ira e repulsa ao outros.
Hoje, demos graças a Deus por nossas mãos, somente aqueles que as tem sabem o valor que elas representam em nossas vidas.
Imagem = net
(Autoria desconhecida.
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E você, como está cuidando das suas mãos?
Elas são poderosas.

07 junho 2016

DISSE ....ME DISSE.

Diante de tanto disse e me disse que ecoa em todos os veículos de comunicação, o Brasil abriga agora um bando de dedos duros, além dos ladrões....Corruptos... malfeitores...
vagabundos...e todos os adjetivos imagináveis que o povo de lá, do mundo lá de fora, tem como imagem de um povo que está sofrendo por conta de uma má gestão governamental. Mais uma....

A verdade é que me sinto tão enojada sobre a situação em que nós estamos envolvidos que resolvi não mais falar sobre, mas, o país está entregue nas mãos de homens de má vontade, descompromissado com a paz mundial, desprovidos de sentimentos cívicos, onde o verde e amarelo já não é símbolo de patriotismo para todos aqueles que embolsam as verdinhas de maneira impudica e desavergonhada.

Em uma redação escolar uma adolescente falou assim do Brasil.

Certa noite ao entrar em minha sala de aula vi em um mapa-múndi, o nosso Brasil chorar:
O que houve meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe!
E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 
Estou sofrendo....Vejam o que estão fazendo comigo...
Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores.
Meu povo era heroico e os seus brados retumbantes. 
O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante.
Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes?

Eu era a Pátria amada, idolatrada....
Havia paz no futuro e glórias no passado...
Nenhum filho meu fugia à luta...
Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil...
Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim.
Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado, e pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes?
Pensei mais... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz?
Voltei à sala, e encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.

Pois é....continua chorando pelos cantos, junto com seus filhos verdadeiros, clamando que a mão da justiça de Deus se faça presente no momento em que uma BASTA ecoe em todos os meios de comunicação, fazendo brilhar no céu azul o arco Iris da salvação.  

Que Deus abençoe á todos.  
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01 junho 2016

MAIS UMA PRIMAVERA.

Acordei hoje pela manhã..lá pelas cinco horas, como de costume, e nas minhas orações matinais, agradeci a DEUS, pela oportunidade de viver mais um dia para realizar as tarefas diárias que a própria vida nos impõe como...cantar, dançar, perdoar, amar, agradecer, trabalhar, louvar, orar, estudar, aprender...como meios de nos tornar pessoas melhores, tanto  para nós mesmos, como também fazer por merecer a companhia de pessoas especiais ao nosso redor, como familiares, amigos, camaradas, enfim, os chamados companheiros de jornada.

Confesso que contar a passagem do tempo nos seus 65 anos e fazer deles uma parte da minha vida, fico pensando se o tempo está inserido na minha vida, ou eu com o meu tempo já vivido estou inserida no tempo já passado.
Complicado, não é?

Pois é....fazer do tempo um aliado no auge dos meus completos 65 anos, é procurar um companheiro sábio, um grande administrador do que estar por vir, o meu desconhecido futuro, que por exigência própria, requer atenção especial mediante ações preventivas na questão pessoal, física, mental, social, econômica, enfim tudo que diz respeito a uma boa chegada no fim da corrida.   
Há muitos que chegam ao fim da jornada, tão ignorantes como no início dela. Vigilância total e sempre.

O percurso nem sempre foi em linha reta da onde pode se ver o horizonte.  Nas curvas dos caminhos, surpresas, armadilhas, subidas e descidas íngremes e dolorosas nos morros da ignorância, na falta de orientação, de atitudes impensadas, perdas incomensuráveis, mas no cair e levantar das nossas próprias inquietações e medos, ressurgir das cinzas é uma vitória sem precedentes, quando diante dos olhos se vê que no meio desse deserto, lá estava um oásis cheio de amor e atenção, cercado por familiares e amigos, onde a arte da amizade foi cultivada como planta rara á espera de se fazer presente.

Assim o dia amanheceu hoje em festa, não só pela marcação, mais uma no calendário da minha existência, mas pela grandiosidade do momento em que DEUS me deu como benção, o direito e o dever de estar aqui agora....
hoje...ainda...por enquanto e sempre.
Com certeza que estaremos sempre vivos nos corações de todos aqueles que nos ama e lembra-se de nós.

Fico agradecida pelas mensagens enviadas, lembrando que alegremente usarei o tema a seguir como uma trajetória pré-estabelecida de conscientização da minha nova idade.

                TEMA: EU ENVELHECI

Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha.   Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha.  Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela.

Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser. Oh, não meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdome, através das grossas lentes dos meus óculos, o traseiro rotundo e os seios já caídos.
E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro muito com isso.

Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco, uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho.

Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes.
Tornei-me amiga de mim mesma.
Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. 
Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?

Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando alguma paixão daquela época, poderei e vou chorar mesmo!  

Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros.

Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.

Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se puder perdoar.  Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos.

E das coisas importantes, eu me recordo frequentemente.

Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito.  
Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação  é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão.

Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.

Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.

Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.

Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo. E ligar menos para o que os outros pensam.

Eu não me questiono mais.
Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações.

Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar: "Eu gosto de ser velha".
Libertei-me!
Gosto da pessoa que me tornei.

Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá.

E comerei sobremesa todos os dias e repetirei, se assim me aprouver...
E penso que nunca me sentirei só.

Sou receptiva e carinhosa, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, vêm a mim, buscar o que terei sempre para dar enquanto viver: Experiência e muito amor...
Autoria desconhecida.

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Meu agradecimento carinhoso á todos os companheiros de jornada, blogueiros...facebokeiros...que estão sempre presentes, todos juntos e misturados no mesmo trem azul da minha vida. Abraços.


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