Mensagem do dia

16 setembro 2016

Ninguém Prepara Os Filhos Para o Envelhecimento dos Pais

Sabem quando a preocupação é tanta que nem conseguimos chorar? Quando o sentimento de impotência se sobrepõe a qualquer lágrima narcisista que naquele momento nos diz que nada mais importa a não ser a pessoa que temos à nossa frente, naquela cama de hospital? A roupa para passar a ferro pode esperar, o jantar pode esperar, o Mundo pode esperar.

E à nossa frente encontra-se aquela pessoa de olhos vidrados, sem reação, numa fugaz memória da mulher forte que uma vez foi. Continua a ser a mesma pessoa, sem ser a pessoa que era. 
Qualquer pergunta que fazemos, fazemo-la sem grandes expectativas de obter resposta, apenas para conforto próprio de que estamos de fato ali. 
No quarto ao lado ouvem-se os gritos duma qualquer outra mulher desdentada e desesperada, toda ela dores e doenças. 
Para mim, qualquer outra mulher, mas para outra pessoa, também ela a razão pela qual nem se consegue chorar de tanta preocupação.

É costume dizer-se que nada nos prepara para sermos pais, que são os filhos que nos ensinam a serem pais. 
Mas o que não nos ensinam mesmo é a sermos filhos de pais envelhecidos. 
Queremos salvá-los deles próprios, impedir que o corpo ceda mais rápido que a cabeça, ou que a cabeça ceda mais rápido que o corpo, mas não há como.

E o tempo passa a correr. 
O meu pai já nem parece o mesmo. 
Também ele não chora de tanta preocupação. 
A mulher com quem passou a vida toda, a quem prometeu amar na saúde e na doença, ali está, doente. 
E ele, a ficar doente sugado pela doença da mulher que ama, mas que já não reconhece. 
Quando o amor passa a pura e constante preocupação torna-se numa forma estranha de amar, e o desespero leva-o a fazer coisas irreconhecíveis. 
Também ele é a mesma pessoa sem ser a pessoa que era. 
Muito mais magro, muito mais pálido, muito mais triste. 
E nada nos prepara para isso.

No hospital, outras pessoas esperam umas mais preocupadas, outras mais aliviadas. 
As ambulâncias vão chegando, uns choram, outros gritam, outros olham o vazio, e há sempre quem esteja a tentar perceber o que é que se passou com cada um deles. 
Quem morreu, quem não morreu. 
Esta é a dinâmica da sala. 
Não há conversa de ocasião que se possa fazer, não importa o tempo, a política, futebol ou religião. 
Importa apenas aquela pessoa que amamos e que queríamos recuperar, voltar a vê-la, forte e saudável como ela era.

O mais triste é quando chega o luto antecipado. 
Aquela réstia de esperança que na verdade já nada espera. 
É quase como que aguardar pela autorização de poder chorar. 
E pior de tudo é saber que, quando a barragem que contem as nossas lágrimas finalmente rebentar e estas correrem incontroláveis pelo nosso rosto abaixo, sabermos que choramos em pranto num misto de tristeza e alívio. 
Isso é o mais triste, a noção de que a pessoa está melhor assim, inexistente enquanto que nós, os que continuam mortais, aqui ficamos, na merda.

Nunca ninguém nos preparou para isto, nunca a sociedade se preparou para isto. 
O nossos líderes falam em envelhecimento ativo e saudável, mas falam por ocasião, não por genuína preocupação, porque na verdade a forma como olham e tratam os velhos poucos lhes importa. Importa-lhes não terem dores de cabeça ou escândalos que possam manchar as suas ambições políticas. 
Vemos isso quando estamos desesperados, no corredor das urgências, tudo é treta.

A forma como as pessoas são tratadas não difere muito da maneira como se tratam os refugiados. 
Agregam-se as pessoas idosas e doentes todas num sítio comum e estas passam a ser apenas mais um nº para as estatísticas, onde ninguém realmente se importa a não ser a própria família, e por vezes nem isso.

 REVISTA REVIVER

05 setembro 2016

Os salvadores da Dilma.

Essa eu não podia guardar só para mim. Brincadeirinha. O mundo inteiro já sabe. Acontece é que nós os brasileiros somos os últimos.
Vou contar.
Ao virar da página começamos uma nova história. Certo?
Pense..Não é bem assim. Começamos outro capitulo. Apenas mais um até completar a história. . E essa para chegar ao fim ainda tem um longo caminho a percorrer.

Nesse caso a história continua a mesma, os mesmos personagens, uns mostrando-se publicamente, outros nem tanto, mas o teatro é o mesmo, a peça é que sofreu alguns  ajustes de conduta por parte de seus personagens, em acordo com a nova realidade de interesses baseados no salva guarda da banda podre que camuflada e escondida nos porões dos palácios e mansões tramam...evocam o mal, para dar continuidade ao processo de apresentação no palco devidamente estratégico onde a plateia só enxerga o que os atores  determinam.

Como brasileiro tem como profissão a esperança, pensamos sempre que para amenizar as decepções políticas, ainda dá tempo de arrumar a casa, mesmo que o desafio seja grande e o caminho longo.
A cada dia que passa depois do impeachment, o povo brasileiro através dos noticiários, fica sabendo das manobras que foram feitas ás escondidas, afrontando a até a própria constituição federal, no sentido de fazer valer a imoralidade de ações, e o desrespeito a sociedade, que  ainda chocada com os últimos resultados, saem ás ruas em mobilidade expressiva, agora em tom diferente de revindicação, antes Dilma... agora Temer e entre aplausos e vaias, busca.......um jeito de sair dessa situação crítica e vergonhosa.
Compartilho com você noticias não tão quentinhas, pois tudo isso foi tramado muito antes do que pensamos, em relação a sessão  do impeachment no dia 31 de agosto.  

Nas minhas andanças pela net achei no blog do Josias de Souza, achei um material vasto sobre o que realmente aconteceu. 
Resumidamente lá vou eu contar.
Segundo  os noticiários o  autor da tese jurídica do fracionamento do impeachment é o Senador João Costa Ribeiro Junior.
A senadora Kátia Abreu  que juntamente com um advogado, e mais o senador João costa, atuaram para salvar os direitos políticos da amiga Dilma Russef temendo que a mesma ficasse desempregada igual a 12 milhões de brasileiros. 
União estável entre PMDB+PT.
Pelo seu histórico desempenho no fatídico evento, o nome da senadora pode estar chapado em 2018 como vice de Luis Inácio da silva, aquele que chamamos de Lula.
Vou contar o que circula na internet de maneira que possa chegar ao conhecimento de todos, principalmente os brasileiros que se sentem enganados ...traídos ....usados ...e são os últimos a saber agindo que nem marido traído.

Nove dias antes do impeachment, mais precisamente no dia 22 de agosto, a senadora Kátia Abreu mais seguidores estiveram  com o ministro Ricardo Lewandowski, para informar  que os admiradores   da presidente afastada Dilma Roussef, apresentariam aos 45 minutos do segundo tempo do julgamento do impeachment  uma manobra para preservar a vida pública da amiga, fracionando a votação em dois episódios distintos aliviando à “golpeada” Dilma e assim ocupar funções públicas mesmo depois de deposta.
Conseguiram dobrar o ministro Lewandowski que até então não cogitava realizar senão  votação única no julgamento do impeachment.

Sabe o que reza a constituição no artigo único de número 52?
Lê-se que “Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis.”

Pois bem... Saindo  dos porões uma nova possibilidade de passar pelo regimento interno do Senado, o DVS (destaque para votação em separado) que  pela Lei 1.079, permite  a votação em fatias, e convencida e induzida pelo  autor João costa, Katia Abreu,  procurou a presidente afastada Dilma roussef no palácio da alvorada para comunicar que existia uma luz no final do túnel , mesmo tendo que admitir que a condenação era mesmo inevitável, concordou em a dar sequência á estratégia, em companhia de José Eduardo Cardozo, o advogado petista de Dilma, firmando assim um pacto político sigiloso, uma carta na manga, agora também chegando a vez do maior articulador presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) que cheio de entusiasmo aplaudiu de pé tamanha insensatez fraseando “A Dilma merece que a gente faça isso por ela”

Enfim o dia tão esperado... Lewandowski trazia consigo debaixo do braço o livramento de Dilma. 
Tão convicto estava que não houve perguntas que não fossem respondidas no ato, sem nenhuma dúvida sequer. Durante a sessão,  a cada pergunta tinha um escrito a disposição.

Vou contar o porquê das respostas na ponta da língua.

Deve-se a Luiz Fernando Bandeira, um dos principais assessores de Renan, que ouviu e seguiu a risca orientação do presidente do supremo, que  estudasse o assunto e extraísse tudo que pudesse ajudar no processo da Dilma.
E assim foi feito.
E diante das câmaras do senado no dia 31 de agosto o defensor das causas perdidas Renan Calheiros disse que ''No Nordeste, costumamos dizer uma coisa: 'Além da queda, coice'. Não podemos deixar de julgar, mas não podemos ser maus, desumanos. ''
Ele é tão bom quanto ela.
Também se diz que entrar e sair de algum lugar, independente de onde quer que seja, é uma questão de respeito e confiança. 
Entrou limpo... Saiu sujo.

E tudo sob as barbas de Lewandowski foi consumado.

É interessante pensar que os elogios que foram dispensados ao Senhor ministro durante todos os dias do processo,  pelo pulso forte com que conduziu as sessões ,foram destituídos em poucos minutos por  tão poucas palavras.
Prevalece na cabeça de cada um a sua verdade, não de um modo geral quando se trata de usufruir em beneficio próprio.
Pense que todos já sabiam do que já estava rolando nos bastidores do congresso, inclusive o atual presidente da republica ter conhecimento duas semanas antes, menos o povo brasileiro, que se sentou frente a um aparelho de TV, inclusive eu, para assistir a mais uma degradação moral com direito a falta de ética e respeito.
Diga aí você o que acha de tudo isso e pense que se aproximam novas eleições. Sabia disso? Eu não tinha certeza. Sob o céu do Estado Brasileiro e o olhar não tão simpático da sociedade, paira o ar da desconfiança em todos os aspectos políticos.
Aconteceu na Casa da dinda em  1992 e  na Casa da Dilma em 2016 em um intervalo de 24 anos.
E a luta continua companheiro.
Não pense que acabou.
Até o próximo capítulo.

 https://phenixbittencourt.blogspot.com

31 agosto 2016

Brasil, um novo despertar.

Golpe ou não o fato é que esse processo se arrastou e arrasou uma nação com imagens e comportamentos distintos que comprometem uma página da história do país.
 Bundas foram expostas em nome de quem não sei e para que ou para quem.
Seria por conta do que vemos hoje?  A perda da credibilidade, o aumento da inflação, a explosão do desemprego, a fragilidade da economia, ou para mostrar que o país caminha para o buraco negro da hipocrisia e discórdia política e moral?

Em agosto de 1964 vivemos um grande momento de tristeza e em agosto de 2016 a situação se repete com o mesmo sentimento, mas ainda resta esperança de que de agora em diante sejamos mais experientes e conscientes do nosso voto.
Infelizmente viramos mais uma página do livro da história do Brasil  de uma maneira triste e preocupante com o que há de vir.
O governo interino na verdade ainda não disse a que veio.  O governo de temer que eu TEMO.

 No ano de 1931, O grande jurista Rui Barbosa afirmou em uma das suas obras com o título de Ruínas de um Governo, que “a crise política, a crise econômica, a crise financeira, não vêm a ser mais do que sintomas, exteriorizações parciais, manifestações reveladoras de um estado mais profundo, uma suprema crise: a crise moral”.
Imagine hoje no ano de 2016, passado já tanto tempo, a crise moral ainda é tema de debates e conflitos por conta da própria moral e bons costumes, por não fazer parte do currículo educacional do povo brasileiro, sendo Brasil  um país em processo de crescimento, que necessita que pessoas de boa índole que se comprometam verdadeiramente com imagem e o bem estar de todos aos olhos do mundo inteiro.

O país dividido entre opiniões diversas nos faz pensar, que nós povo contribuímos de forma direta na má condução do país quando colocamos dentro do planalto pessoas de má índole como nossos representantes. O homem por natureza é corruptível e deve  combater sempre  com equilíbrio a política do poder.
Pois é ....diante dos últimos acontecimentos fatídicos,  o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff dividiu o Brasil mais uma vez (o primeiro impeachment do ex presidente collor) no antes e depois do uma situação deprimente quando envolve todos os brasileiros independente de status social, cor de pele, educação e ética.

O Discurso final da presidente afastada escrito no livro da história do Brasil passa a ser um o marco histórico, que nossos filhos e netos vão desfrutar da fala que em sua defesa nada disse ou mesmo revelou.
As manifestações diminuíram consideravelmente. O povo cansando de ver e sentir as mazelas de uma etapa histórica que manchou de vergonha, que feriu o povo brasileiro, que foi ás ruas mostrar que  precisa de transparência e mudança de mentalidade dos governantes como um todo.

Nunca se falou tanto em constituição... Incisos... Números de artigos e parágrafos, injustiça, perseguida, democracia, irresponsabilidade, para um povo com baixo ou nenhum conhecimento político por força da sua própria ignorância ou desinteresse total sobre o assunto.
O senado federal foi transformado em um campo de batalha onde direita e esquerda, mãos que se afastaram pela ambição  do poder, saíram cortando-se uns aos outros deixando a arena manchada de sangue, também do povo brasileiro quando os escolheu como seu representante, e o disse me disse.... o ataque verbal  público e notório causaram vexame e constrangimento. 
Vergonha brasileira.

Os discursos repetitivos, tão repetitivos e que nada mais acrescentaram com  novas revelações ao longo de todo processo, fizeram dos ouvintes televisivos perder o interesse em acompanhar a digladiação  oral, principalmente quando  o nome do povo brasileiro foi citado de maneira a escudeirar ambos os lados,  como justificativa de comportamento acusador e provocador.
O que entristece a nação brasileira é que mesmo diante de acontecimentos dessa magnitude que interfere no bom andamento de um país, no futuro a situação de agora (do passado) continuará acontecendo repetidamente como se nada tivesse acontecido.
As novas gerações sofrerão com as nossas escolhas de hoje e cabe a nós pais, avós brigar por dias melhores cheios de transparências e caras sem maquiagem para mostrar e demonstrar que o Brasil tem jeito.

''Peço que ela um dia entenda que eu fiz isso também pensando nos netos dela'', fala da advogada Janaína, uma das autoras do pedido do processo de  impeachment, quando pediu desculpas a Dilma se referindo ás próximas gerações.

Primeira mulher eleita por 54 milhões de votos na America latina, sai do governo para entrar no mundo das noticias como mentirosa, enganadora, de natureza prepotente e altiva, quando disse que faria o diabo para ser eleita,  por ambição do poder e querer se mostrar invencível diante de uma disputa política cheia de articulações duvidosas por todos os lados. Hoje “vencida” está, pela a mesma arrogância que precedeu a sua ruína. Provérbio bíblico.

Condescendentes com a situação futura da ex-presidente os senadores a absorveram da “inabilidade” por oito anos, dando-lhe  o direito de assumir cargos públicos, mas  a luta continua nos bastidores, longe dos olhos e ouvidos do povo brasileiro no sentido de buscar meios de reverter a situação.

No discurso da ex-presidente pós-impeachment foi de tom ameaçador de uma oposição implacável contra o governo atual anunciando que vai chover chumbo grosso em todas as direções.
Para seus defensores fica  a canonização da ex presidente por ser uma mulher  integra, sem nenhum crime, fiel, soberana, honesta, talentosa, fazedora de sucesso, leal, bela , recatada,  correta, do lar, mãe e avó, no mundo não há mulher como ela do mesmo jeito que não há homem honesto tanto quanto o ex presidente lula.
É  difícil  pensar sobre ser como ela, os adjetivos eu os tenho, mas por não alcançar o modelo de perfeição que com perfeição sai do governo deixando um rombo de 51,o7 bilhões de reais de déficit primário. 12 milhões de desempregados...
Olhe essa foto e deduza o que verdadeiramente acontece por detrás dos bastidores.               

O teatro foi marcado por personagens que com certeza vão continuar brilhando independente de choros e risos.
E o povo brasileiro? o povo? Ah! O povo....É apenas um detalhe.
A verdade que nada será como antes.
Vire a página... Hoje é outro dia. Hoje começa uma nova história.
A corrida contra o governo Temer.
A luta continua companheiro.
Que deus seja misericordioso com seu povo brasileiro.
E vamos que vamos.
“Onde há fatos não há argumentos”

Vamos pensar no que diz  Holbach: "Tudo nos prova que a cada dia nossos costumes se abrandam, os espíritos se esclarecem e a razão conquista terreno".

https://phenixbittencourt.blogspot.com
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