Mensagem do dia

01 outubro 2015

Idosos em evidência

Começa hoje a semana dedicada as pessoas com mais de sessenta anos, assim como eu, tendo como o dia primeiro de outubro, dia internacional do idoso, escolhido pela ONU, para homenagear essa turma cheia de sabedoria e vivencias para contar e fazer histórias. 
E lá vão andando pela estrada da vida.....até completar o ciclo das suas existências

        Eis mais uma de autor ignorado.
         A arte de envelhecer
Conta um jovem universitário que, no seu primeiro dia de aula, o professor se apresentou e pediu que todos procurassem conhecer alguém que não conheciam ainda.

Ele ficou de pé e olhou ao redor, quando uma mão lhe tocou suavemente no ombro. Deu meia volta e viu uma velhinha enrugada, cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser.

Ela lhe falou sorrindo: "Oi, gato. Meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso lhe dar um abraço?"
O moço riu e respondeu com entusiasmo: "Claro que pode!"
Ela lhe deu um abraço muito forte.
"Por que a senhora está na Universidade, numa idade tão jovem, tão inocente?" perguntou-lhe o rapaz.
Rindo, ela respondeu: "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns dois filhos, e logo me aposentar e viajar."

"Eu falo sério", disse seu jovem colega. "Quero saber o que a motiva a enfrentar esse desafio na sua idade."
Rose respondeu gentil: "Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter."
Depois da aula, ambos caminharam juntos, por longo tempo, e se tornaram bons amigos.
Todos os dias, durante os três meses seguintes, saíam juntos da classe e conversavam sem parar.
O jovem universitário estava fascinado em escutar aquela "máquina do tempo". Ela compartilhava com ele sua sabedoria e experiência.

Durante o curso, Rose se fez muito popular na Universidade. Fazia amizades onde quer que fosse.
Gostava de se vestir bem e se alegrava com a atenção que recebia dos outros estudantes.
Ao término do último semestre, Rose foi convidada para falar na festa de confraternização. Naquele dia, ela deu a todos uma lição inesquecível.
Logo que a apresentaram, ela subiu ao palco e começou a pronunciar o discurso que havia preparado de antemão. Leu as primeiras frases e derrubou os cartões onde estavam seus apontamentos.
Frustrada e um pouco envergonhada, se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:

"Desculpem que esteja tão nervosa. Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem. Assim, permitam-me simplesmente dizer-lhes o que sei."
Enquanto todos riam, ela limpou a garganta e começou:
“Não deixamos de brincar porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar”.
Há alguns segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar.
Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias.
Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer.
Há tantas pessoas caminhando por aí, que estão mortas, e nem sequer sabem!

Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês têm dezenove anos e ficam um ano inteiro sem fazer nada produtivo, se converterão em pessoas de vinte anos.
Se eu tenho oitenta e sete anos e fico por um ano sem fazer nada de útil, completarei oitenta e oito anos.
Todos podem envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecer, encontrando sempre a oportunidade na mudança.

Não me arrependo de nada. Nós, de mais idade, geralmente não nos arrependemos do que fizemos, mas do que não fizemos.

“E, por fim, os únicos que temem a morte são os que têm remorso.”
Terminou seu discurso cantando "A rosa". Pediu a todos que estudassem a letra da canção e a colocassem em prática em suas vidas.

Rose terminou seus estudos e, uma semana depois da formatura, morreu tranquilamente, enquanto dormia.
Mais de dois mil estudantes universitários assistiram as honras fúnebres, para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou, com seu exemplo, que nunca é demasiado tarde para chegar a ser tudo o que se pode e deve ser.

O importante não é acumular muitos anos de vida, mas adquirir sabedoria em todos os momentos que os anos nos oferecem.
Afinal, envelhecer é obrigatório, amadurecer é opcional.

Pense nisso!
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13 setembro 2015

O incrível processo da morte


“Nossos filhos se tornaram adultos e tiveram filhos”. O nascimento de um neto é evidência de que não somos mais necessários para a perpetuação de nossos genes.
Desse momento em diante a vida seguirá em frente, estejamos ou não por perto.

Em 70 anos, uma recém-nascida se tornou avó ou bisavó. Quando nos aposentamos, a vida corre mais devagar.
Nossos movimentos também estão mais lentos.
Os sinais externos da idade ficam mais evidentes.
Nossos sentidos estão menos sensíveis.

Desde o nascimento, começamos a perder os cílios responsáveis pela captação dos sons, no interior do ouvido. Nessa idade já temos dificuldade para escutar os sons de alta frequência.
Devagar, com o tempo, perderemos até os que captam frequências baixas.
Os ossículos que transmitem as ondas sonoras da membrana do tímpano para dentro do ouvido endurecem.
Fica difícil ouvir o que os outros falam.

A visão também piora. A vida inteira exposta aos raios de sol, o cristalino, a lente dos olhos, perde a elasticidade e escurece.
Pode até mudar a cor dos olhos.
O cérebro precisa fazer acrobacias para compensar essas alterações.

O esqueleto reflete bem o desgaste de muitos anos.
Os ossos continuam fabricando células novas para substituir as velhas, mas os osteoblastos já não dão conta de repor as células perdidas.
A perda constante de massa óssea torna os ossos quebradiços: é a osteoporose, um perigo permanente.
Sofrer uma fratura é muito mais fácil. Isso acontece com ambos os sexos, mas as alterações hormonais da menopausa aceleram o processo nas mulheres.

Por que a aparência de nosso corpo muda tanto entre os 40 e os 70 anos?
É bem mais do que uma questão de uso e desgaste.
O envelhecimento é um processo que afeta uma por uma de nossas células.

A cada dia, bilhões de nossas células se dividem em duas. Para isso, precisam duplicar o DNA, e destinar uma cópia para cada célula-filha.
Enquanto as células mais velhas morrem, as recém criadas ocupam o lugar deixado por elas.

O problema é que o mecanismo de divisão celular é sujeito a pequenos erros.
Quando o DNA é copiado, as imperfeições contidas nele também são duplicadas.

Cada um desses erros é transmitido às células-filhas, às células-netas e, assim, sucessivamente, para todas as descendentes.
É como nas fotografias: cópias de cópias perdem a nitidez. Desde o nascimento trocamos todos os ossos do nosso rosto a cada dois anos.

Aos 70 anos, nossa face é a trigésima quinta cópia da que tínhamos ao nascer.
A cada cópia as imperfeições se tornaram mais aparentes.
É por isso que parecemos tão diferentes quando estamos mais velhos.

Outra causa do envelhecimento está no ar que respiramos. Sem oxigênio não podemos sobreviver, mas ele nos corrói lentamente.
Dentro de cada célula, as mitocôndrias são nossas centrais energéticas, nossas fábricas de energia.

Elas combinam o oxigênio com os nutrientes para produzir a energia necessária ao funcionamento do organismo.
Nesse processo são liberados poluentes chamados de radicais livres, que agridem as próprias paredes das mitocôndrias e comprometem a produção de energia.

Como consequência não conseguimos mais repor as células necessárias, nem corrigir os defeitos ocorridos em seu DNA. O funcionamento dos órgãos fica comprometido.
Eles podem falhar.

A morte, como a vida, é um processo construído no interior de nossas células.
Da mesma forma que o DNA controla nosso desenvolvimento, também limita a duração de nossas vidas.

Em cada cópia de si mesma, a célula perde um pequeno fragmento de DNA.
Depois de bilhões de divisões, foi perdido tanto DNA que a capacidade de formar novas células fica comprometida.

A morte não é um acontecimento instantâneo.
É um processo através do qual os órgãos pouco a pouco entram em falência.
Ao dar as últimas batidas, o coração espalha pelo corpo um hormônio que aliviam a dor: as endorfinas. Sem oxigênio, os órgãos param de funcionar.

Em dez segundos a atividade cerebral cai. Em quatro minutos o cérebro será lesado irreversivelmente.
Perderemos a condição humana.

A audição é o último sentido a nos abandonar.
Mas algumas células permanecem vivas até mesmo depois da morte: as da pele ainda se dividem por 24 horas.
E são necessárias 37 horas para que o último neurônio encerre a sua atividade.

Para alguns de nós, a vida pode durar muito tempo.
Quem nasce hoje tem expectativa de viver 80 anos ou mais. 
Mas todas as jornadas um dia devem terminar.

Depois de nossa morte, nossos filhos e netos carregarão nossos genes no interior de suas células, e vão transmiti-los para seus descendentes. Nossa vida continuará dentro deles. As memórias que deixamos, também.
 “A nossa Viagem Fantástica chegou ao fim.”

Estou ficando curiosa sobre o processo de envelhecimento do corpo humano, haja vista que estou adentrando nessa fase em que tudo conta ponto para ser revisto, separadamente escolhidos os que vão me proporcionar grandes momentos de paz e tranquilidade.

O médico Dráuzio Varella nos conta, de forma clara, objetiva e genial, o incrível processo da morte.

Por achar o tema deveras fascinante, divulgo-o para quem gosta de saber sobre os eventos e mistérios da nossa estupenda vida.
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30 agosto 2015

Setembro.....ele chegou

Assim segue o tempo em sua trajetória cheia de contratempos que fogem a normalidade estabelecida pela própria natureza.
As intempéries nos afronta com toda sua força e majestade.
Quando tudo que interfere no andamento de um bom tempo se faz em demasia, consequentemente sofremos nós todos os resultados negativos sobre todas as coisas.
Tudo na medida certa nos traz satisfações diárias, como um dia de sol no verão, a brisa do outono, a chuva no inverno e a tão esperada flores na primavera.
Tudo se renova a cada estação.
Preparamos-nos para vivê-la sempre em busca de novas expectativas.
A chuva e o frio promove aconchego, cafezinho quente na frente da lareira imaginária, e milagrosamente faz brotar a vida.
O sol, o astro rei mostra-se altivo, escaldante no verão, mas na primavera chega quente o suficiente para destacar as diferentes cores e formato das flores primaveris.
Enfim, setembro chegou.....
E tudo tem gosto de recomeço.

A natureza enfeita-se grandiosamente promovendo um espetáculo a cada amanhecer.
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